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Artigos

  • No centenário de Isaiah Berlin

    Isaiah Berlin nasceu em 6 de junho de 1909 em Riga, na Letônia, que na época era parte do Império Russo. Faleceu em 7 de novembro de 1997, na Inglaterra, onde viveu desde os 14 anos e onde se formou. Estudou em Oxford e tornou-se, no correr dos tempos, um mestre ícone daquela universidade e um intelectual cercado de respeito e reconhecimento.

  • Quartel de Abrantes

    Não deixa de ser um avanço, por sinal, relevante. O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, fortemente pressionado pelos últimos acontecimentos no Oriente Médio, voltou atrás em sua posição radical e admitiu pela primeira vez a criação de um Estado palestino.

  • Sangue novo na imprensa

    Sou do tempo em que se falava na “imprensa escrita, falada e televisionada” e, para ser sincero, implico com a palavra “mídia”, embora saiba que não adianta. Mas é que essa palavra entrou em meu vocabulário através do inglês, onde ela ainda é como em latim: singular “medium”, plural “media”. Entre nós, ganhou um i acentuado e virou coletivo. Não tenho nenhum argumento realmente defensável contra esse fato, é a velha rabugice mesmo, acho que com a idade ela vai piorando. Mas deve haver algum dispositivo no Estatuto do Idoso que me dê direito a isto, de forma que apenas aviso que, quando escrevo sobre imprensa, penso na escrita, na falada e na televisionada.

  • A moça e o analista

    Tinha 35 anos de idade e oito de análise. Trocara cinco vezes de analista por diferentes razões. Um deles só se alimentava com arroz integral e quis obrigá-la a tanto, outro deu em cima dela, e ela deu em cima de um outro, que não lhe de bola. Não era fiel aos analistas, mas fiel à instituição.

  • Ordem e progresso e mudança já

    Os resultados nacionais do semestre evidenciam como sofremos tão menos que o esperado da crise global, não só pela condição de país continental, voltado para o seu mercado interno, quanto pela clara emergência de um modelo  nosso de desenvolvimento. A maturidade do governo Lula está hoje nesta sustentabilidade ganha na mudança, e na acolhida de suas forças criativas, fora dos princípios de uma ortoxia capitalista. Ou do que o governo tucano via como o dogma de uma privatização crescente e benfazeja da economia. Ao optarmos pela prosperidade com inclusão, acolhemos à premissa política, essencial, de todo esse processo, que é a redistribuição imediata da renda nacional.

  • Crise e gripe

    Chama a atenção a semelhança entre essas duas palavras: têm o mesmo número de letras e das cinco letras, três são iguais e estão colocadas no mesmo lugar. Aquilo que se prestaria para uma especulação de tipo cabalístico é certamente o resultado de uma coincidência. Mas uma coincidência que permite estabelecer uma série de comparações entre duas situações que nos são conhecidas, uma ocorrendo na esfera da economia, outra na esfera da biologia. Isto é possível porque economia resulta, ao fim e ao cabo, de fenômenos biológicos, a começar pela necessidade de sobrevivência: precisamos comer, e esse é o ponto de partida para o processo econômico.

  • O Frade Espanhol

    A corrupção é uma velha companheira do poder. O prato com lentilhas com o qual o adolescente Jacó subornou seu irmão Esaú tornou-se mais substancial ao longo dos séculos, inclui reinos, terras, mulheres, principalmente dinheiro, se sempre teve atuação nas disputas humanas, tanto nas individuais como nas coletivas.

  • A arte da fuga

    As situações de estresse são extremamente comuns em nossa época, como mostra a pesquisa de Ana Maria Rossi. E a pergunta se impõe: o que fazer a respeito? Para respondê-la, é preciso notar, em primeiro lugar, que o estresse não afeta só a espécie humana. Os animais também passam por isso na luta diária pela sobrevivência. E reagem às ameaças de uma forma muito simples, com uma resposta binária: a luta ou fuga (fight-or-flight, na expressão em inglês, que envolve um engenhoso trocadilho - expressão esta proposta pelo fisiólogo Walter Cannon em 1915). A zebra que, numa savana africana, avista um leão, não hesita em dar no pé, sob pena de transforma-se em refeição para os carnívoros. Ou seja: luta ou fuga para os animais é uma escolha simples.

  • Currículos

    A notícia tem algo do cômico. Everton Cleiton, 21 anos, foi preso no Rio, após assaltar, junto com dois companheiros, uma van de transporte coletivo. E foi preso por causa de sua distração: na fuga, esqueceu a mochila, onde estava um currículo com vários de seus dados, incluindo o endereço. Igualmente engraçado, ou aparentemente engraçado, é o fato de que, no currículo, Everton se descreve como "educado, de fácil trato", com "facilidade para trabalhar em equipe, muita vontade de crescer profissionalmente e disponibilidade de horários".

  • Transpedagogia e consciência

    O termo é relativamente novo e não consta da lista de 380 mil verbetes do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Ao visitar em Nova Iorque o MoMa (Museu de Arte Moderna), o primeiro dedicado à era moderna, tomei conhecimento da realização de um painel sobre "Transpedagogia", com a presença de um grupo de especialistas, notadamente de origem europeia. Pareceu à primeira vista tratar-se de um movimento que liga a ciência da educação ao uso de tecnologias hoje presentes no cotidiano das escolas e dos sistemas, em países desenvolvidos.

  • Não podemos escapar uns dos outros

    Com muita simpatia, como é da sua natureza, o ex-presidente Bill Clinton esteve em São Paulo, onde falou a alunos e professores da Universidade Anhembi Morumbi (Laureate), a convite do reitor Gabriel Mário Rodrigues. Anotamos momentos luminosos da sua conferência, como aquele em que o visitante, depois de afirmar que somos hoje interdependentes, vaticinou que “não podemos escapar uns dos outros”. É o resultado do mundo globalizado em que vivemos.

  • A marcha da vida

    No Sesc/SP realizou-se o Colóquio Internacional Tolerância e Direitos Humanos, uma iniciativa da escritora Anita Novinsky, que criou na USP o bem sucedido Laboratório de Estudos sobre a Intolerância. Falar sobre Diversidade e Paz, nesse contexto, é excelente oportunidade para abordar questões que jamais devem ser esquecidas, como é o caso do Holocausto que vitimou 6 milhões de judeus na II Guerra Mundial.

  • A mulher no Islã

    Os protestos sobre o resultado das eleições no Irã mostraram a face de um dos mais dolorosos tratamentos impostos à mulher, que, baseados em motivos religiosos, varre os países islâmicos e a sujeita a uma situação de inferioridade que atinge brutalmente os direitos humanos.