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Artigos

 
  • Dois perdidos

    O Globo, em 26/03/2023

    Desde a campanha presidencial ficou explícito que Lula e Bolsonaro queriam se enfrentar, cada qual considerando que o outro era o melhor adversário para derrotar. Ambos tinham razão, pois a polarização levou a um esvaziamento do centro político, e o país se dividiu. A vitória de Lula pela menor margem de diferença da história recente do país deixou para trás uma oposição que, mesmo abandonada por Bolsonaro em seu exílio voluntário, tem força política no Congresso e nas redes sociais.

  • Manias de escritores (final)

    Chumbo Gordo, em 26/03/2023

    Encerro, aqui, esta série com manias de escritores. E já vou dizendo que Tom Wolfe (tinha quase 2 metros) escreveu seu A fogueira das vaidades a lápis, com os papéis em cima de uma geladeira com a porta aberta?

  • Diferentes revoluções

    O Globo, em 26/03/2023

    Conheci Jean-Luc Godard em Paris, quando o Cinema Novo começou a ser conhecido por lá e eu estava me escondendo da ditadura militar com Nara Leão, então minha esposa. Sem chamar a atenção de ninguém, ele me perguntava sempre que revolução desejávamos fazer com o cinema no Brasil. Bem informado, Godard sabia do que se passava no Brasil, tinha certeza de que o cinema não era a única coisa de que o país estava necessitado. E lembrava a população brasileira morta de fome.

  • Deter o Estado bandido

    O Globo, em 23/03/2023

    Se não ficarmos atentos, se o governo não tomar providências drásticas, corremos o risco de ser submetidos a um estado narcotraficante, como aconteceu na Colômbia durante anos. Foi muito difícil acabar com esse domínio lá, foi preciso ajuda maciça dos Estados Unidos, com dinheiro e forças militares. É uma situação a que não podemos chegar.

  • O drama da Martins Pena

    Chumbo Gordo, em 22/03/2023

    Era a situação precária da escola de Teatro Martins Pena, situada no centro da cidade, que passava por enormes dificuldades financeiras, inclusive com o risco de desabamento?

  • Os olhos de ontem

    Os Divergentes, em 21/03/2023

    Sempre tive uma boa memória. Quando falha fico preocupado. Pois não é que esta semana ela me fez uma que quase me leva ao pânico? Felizmente para lembrar tive a ajuda de Tereza Cruvinel, brilhante jornalista a quem nos ligam laços de afeição desde que ela chegou a Brasília.

  • Rui Barbosa, no centenário do seu falecimento

    Jornal O Estado de S. Paulo, em 19/03/2023

    Há cem anos falecia Rui Barbosa. Merece destaque a atualidade de seu legado, que se notabiliza por um fio condutor: 'a formação da esfera pública e a construção institucional da democracia no Brasil', como certeiramente realçou Bolívar Lamounier.

  • A distorção da ciência

    O Globo, em 16/03/2023

    O uso de termos técnicos e científicos no debate sobre a Covid-19 no país durante a pandemia, especialmente no decorrer da CPI do Senado, mostra como é possível desvirtuar evidências científicas em políticas públicas, propiciando a grave crise que levou à morte de quase 700 mil pessoas no país. Um estudo do Laboratório Lagom Data, de inteligência de dados, apoiado pelo Instituto Serrapilheira, instituição privada de incentivo e valorização da ciência no Brasil, levantou todas as 91 mil falas das 69 sessões da CPI da Covid, com mais de 3 milhões de palavras, e fez uma análise quantitativa e qualitativa para entender como as referências científicas foram usadas.

  • As vítimas são esquecidas

    Os Divergentes, em 14/03/2023

    No Dia Internacional da Mulher a Câmara dos Deputados deu um grande passo: aprovou o projeto das deputadas Maria do Rosário, Rejane Dias, Professora Rosa Neide, Gleisi Hoffmann, Natália Bonavides, Luizianne Lins, Benedita da Silva e Erika Kokay criando uma pensão para os filhos ou dependentes menores de mulheres vítimas de feminicídio, um crime horrendo. Lembremos que muitas vezes as vítimas de feminicídio já sofreram outras agressões punidas pela Lei Maria da Penha, um marco na proteção às mulheres, mas que não pode resolver por si só as situações de preconceito da própria sociedade.

  • Buscando atalhos

    O Globo, em 14/03/2023

    Como quem não quer nada, o PT voltou a lançar a ideia da convocação de uma Constituinte exclusiva para realizar a reforma política. O tema já foi defendido por Lula na sua primeira administração, com o apoio até da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e pela então presidente Dilma, sempre em situações críticas. Não deu certo.

  • Novos caminhos para a educação

    Chumbo Gordo, em 13/03/2023

    Vieram as 88 escolas do período de Secretário de Estado de Educação e Cultura, entre 79 a 83. Com a ampliação do nosso orçamento, graças a medida do governador Chagas Freitas, batemos o recorde fluminense. Vieram escolas em muitas, e antes desassistidas cidades, numa seleção de locais bem diversificada?

  • Trama do destino

    O Globo, em 12/03/2023

    A previsível indicação do presidente Lula de seu advogado pessoal Cristiano Zanin para o Supremo Tribunal Federal (STF) está provocando discussões éticas e políticas tão grandes quanto as nomeações do ex-presidente Bolsonaro, que escolheu um candidato 'extremamente evangélico', e outro, Nunes Marques, que faz questão de demonstrar diariamente sua gratidão pela indicação surpreendente, inclusive para ele mesmo, que fazia lobby para ir para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e acabou no STF.

  • O espelho biseautê

    O Estado de S. Paulo, em 12/03/2023

    Para Paulo Caruso, amigo de uma vida bri o e-mail de Raquel Naveira, escritora mato-grossense, veio uma poética crônica. Ela, assim que publica na sua terra, envia aos amigos. Fui atraído pela frase: 'Restaurou a antiga penteadeira, com o espelho de cristal bisotado e a banqueta de couro, que ficava no quarto dela, a sua mãe'. Bisotado. Há quanto, quanto tempo não lia, sentia, esta palavra?

  • O dia em que me dei aos outros

    O Globo, em 12/03/2023

    Eu devia ter uns 13 para 14 anos de idade e tinha amigos que frequentavam o cinema brasileiro. Alguns, como eu, faziam isso quase que secretamente, para que não soubessem dessa fraqueza. Tinha vergonha do que se contava na tela, considerava tudo aquilo uma falta do que filmar, como havia eventual falta do que dizer ou fazer. Tinha vergonha dos roteiros cheios de furos, dos artistas em busca do que expressar, dos efeitos vagabundos, de tudo. Acho que foi por aí que me tornei cineasta, um cineasta brasileiro.

  • Por uma escola mais atrativa

    Jornal Folha de S. Paulo , em 10/03/2023

    A vida de um secretário de Estado no Rio de Janeiro tem tudo para não ser monótona. Ao contrário, enche de satisfação o seu eventual titular. A primeira vez que experimentei essa sensação foi em 1969, quando tive o prazer de inaugurar o grande planetário do Rio de Janeiro, na Gávea. Era um sonho que realizava, com a ajuda inestimável do Ministério da Educação, que cedeu o equipamento alemão Zeiss-Jena.