As Sextas-Feiras Santa de um pecador precoce
A Sexta-Feira Santa me traz algumas recordações, não as de fundo religioso, esmaecidas pela dissipação a que o mundo me levou -eu próprio colaborando para a dissipação, que nada me trouxe de bom. Gostava das cerimônias na antiga catedral do Rio, que fora a capela oficial dos tempos imperiais. Elas quebravam a rotina da vida escolar, tinham muito de teatro, no qual eu participava como figurante mais do que secundário, balançando com a dignidade possível o turíbulo para manter, vermelhas, as brasas que queimariam o incenso que o cardeal nelas derramaria.






