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Artigos

  • "Floresta amazônica ou Mata Atlântica"

    Correio Braziliense, em 30/01/2022

    Nem o Brasil nem ninguém pode enfrentar todos os seus problemas ao mesmo tempo. É preciso análise criteriosa, noção de urgência e definição de prioridades. É preciso escolher. Ou seja, incluir e excluir.

  • Um Perfil de Coragem - II

    Os Divergentes, em 30/01/2022

    Contei na semana passada a história do grande gesto de coragem cívica do Adauto Lúcio Cardoso ao defender a Lei acima das contingências políticas. Ele foi, sem dúvida nenhuma, um dos grandes brasileiros do século passado. Era de uma retidão absoluta, que não o impediu de fazer política com todas as qualidades - ao contrário do que se costuma dizer para desqualificar a política e os políticos, a política não apenas pode, mas deve ser feita, para ser legítima, com a visão dos valores éticos que pautam a sociedade. Adauto era uma fortaleza moral, impávido, respeitado por toda a Câmara, por todo o Congresso, por todos.

  • A utopia é aqui

    O Globo, em 30/01/2022

    Existem várias maneiras de se falar de um país. Mas são poucos aqueles dos quais podemos falar falando de uma civilização especial, uma civilização original que eles por acaso representam. Nosso país começou a ser assim tratado com o Modernismo, um movimento antes de tudo literário e artístico que marcou o jeito de pensarmos sobre nós mesmos.

  • A visita da Covid

    O Globo, em 25/01/2022

    Foi uma visita surpresa, totalmente inesperada, já que aqui em casa nos cercamos de todas as precauções para manter a Ômi-crom à distância, obedecendo rigorosamente aos protocolos sanitários. Além do mais, nossa conselheira é a Nossa Senhora Margare-th Dalcolmo.

  • Um Perfil de Coragem - I

    Os Divergentes, em 23/01/2022

    Tenho retomado aqui pequenas narrativas sobre a vida e seus personagens que recolhi há alguns anos com o título de Galope à Beira-Mar. Nele conto histórias de grandes brasileiros, grandes políticos que engradecem nosso País e são exemplos para as novas gerações. Entre eles se destaca Adauto Lúcio Cardoso, um exemplo de coragem política como os do famoso livro de John Kennedy, Profiles in Courage.

  • A reinvenção necessária

    Correio da Manhã, em 23/01/2022

    O tratamento pífio que se dá à educação, em nosso país alcançou níveis inaceitáveis. Perdemos o Ministério da Cultura, substituído por uma Secretaria Nacional que não diz a que veio. São ações que deixam o mundo cultural com um aspecto sombrio, incompatível com as esperanças que cultivamos. Voltar à existência do Ministério da Cultura, indispensável, para dar maior organicidade ao trato da matéria seria uma primeira e decisiva medida a ser adotada pelas nossas autoridades.

  • O javaporco

    O Estado de S. Paulo, em 23/01/2022

    Semana passada, em um país da América Latina, fi-quei impressionado com o javaporco, nas conversas com um amigo. Ele é plantador de oliveiras, milho, mandioca, abacates, cerejas, verduras, frutas, tudo com paixão. No entanto, mostrava-se intranquilo com pesada ameaça que vem crescendo e preocupa agricultores, a disseminação dos javapor-cos. 

  • A suprema felicidade

    O Globo, em 23/01/2022

    Meu amigo ainda está no comando. Pode até estar perdendo o poder, incapaz de trocar seu grito costumeiro de baixo profundo por um tapa na geringonça, de assolar seu adversário com juras desmedidas, falar de amor quando está com raiva e de raiva quando ainda cultiva um certo bem pelo adversário. Pode até gostar de moribundo, como sempre gostou. Sobretudo se está na porta da União enterrando o sonho impossível, a rima impossível com ação, piração ou quem sabe comunhão.

  • As diversas vidas de Nara Leão

    O Globo, em 18/01/2022

    A minha passagem pelo jornal Ultima Hora, na década de 50, sob a liderança esportiva de Augusto Falcão Rodrigues, trouxe-me a alegria de uma bela amizade com o repórter e compositor Ronaldo Bôscoli. Foi ele que me ajudou a comprar as alianças do meu sólido relacionamento com a minha querida Ruth, que dura até hoje.

  • Liderança, conhecimento e negacionismo

    O Estado de S. Paulo , em 16/01/2022

    Uma das características da liderança é a capacidade de indicar rumos. Na especificidade do mundo da política, espera-se de uma liderança qualificada que tenha antenas para perceber o sentido e o movimento dos acontecimentos, o que sente e toca a população e, em função destas percepções, tenha aptidão para engendrar os meios para dar um rumo à sociedade. 

  • O livre canto

    O Globo, em 16/01/2022

    O assunto da semana foi a série documental, realizada por Renato Terra para a televisão, sobre Nara Leão. Conforme nossa disposição, o título do programa já nos provoca uma reflexão indispensável sobre o que fazer de nosso eventual silêncio: “O canto livre de Nara Leão”.

  • A Anvisa contra-ataca

    O Globo, em 11/01/2022

    Enquanto entidades da sociedade civil - e agora até o Exército - se mobilizam para combater a Covid-19, que acaba de atingir recordes de casos, o presidente Bolsonaro segue em pregação aberta contra a vacinação, inclusive a infantil, baseando-se em fake news, ao afirmar que a letalidade nessa faixa etária é 'quase zero', quando seu próprio Ministério da Saúde contabiliza 308 mortes de crianças brasileiras entre 5 e 11 anos desde o início da pandemia.

  • A política é o permanente

    Os Divergentes, em 09/01/2022

    A política, não só no Brasil, mas em toda parte, tem andado numa maré de desprestígio. Isso é da maior gravidade, pois gera um círculo vicioso: os jovens que se preocupam com a sociedade e com a justiça social se afastam da vida pública, que passa a ser ocupada cada vez mais por pessoas incompetentes que trabalham por seus interesses pessoais, esquecendo o Estado e o bem comum, aumentando o desgaste da política.

  • Meu blazer e um tal Boric

    O Estado de S. Paulo, em 09/01/2022

    Não sei quantos perderam casacos, blazers, paletós ao longo da vida. Quanto a mim, devo ser recordista em perdê-los. Não sei se tem significado. Esquecimento, distração, fagulhas de que a nossa mente se desmorona? Há quem interprete tudo, gestos, palavras. Aos oito anos, um parente me deu uma capa de chuva marrom, de segunda mão. Fiquei fissurado. Tia Maria, costureira, transformou-a em um mantô. Meu bem mais precioso. Certa noite, fomos à quermesse da igreja de Santa Cruz, minha mãe era cozinheira em uma das barracas, que tinha frangos, quitutes, quentão... Dez da noite, meu avô Vital foi nos buscar, mamãe nos preparou dois cachorros-quentes e Luiz, meu irmão, e eu voltamos para casa a pé. Cheguei em casa, dei conta, com tristeza, que tinha esquecido meu mantô na barraca. Voltar? Vovô, já velho, disse não, que eu aprendesse a zelar pelas minhas coisas. Rezei esperando que minha mãe percebesse. Não percebeu.

  • O canto livre de Nara Leão

    O Globo, em 09/01/2022

    Renato Terra acaba de lançar, pelo Globoplay, “O canto livre de Nara Leão”, uma série em cinco episódios. É um rico material audiovisual sobre a grande cantora, sem tentar reproduzir seu jeito nos outros personagens. Isabel Diegues, sua filha mais velha, escreveu o texto abaixo sobre o que viu. Acho que a opinião de Isabel é mais importante do que tudo que se puder dizer sobre o canto livre de Nara.