Minha pátria,onde não canta mais o sabiá
A perda no futebol para a França, recentemente e mais uma vez, deu uma golfada de realidade, que é mais sadia do que o ufanismo que nos embalava como os melhores do mundo.
A perda no futebol para a França, recentemente e mais uma vez, deu uma golfada de realidade, que é mais sadia do que o ufanismo que nos embalava como os melhores do mundo.
Maria Bethânia é um grande nome de nossa música popular, não apenas pela voz, mas também pela sábia pronúncia das letras. E mais, pelo senso poético.
No instante em que o mundo se volta para a tragédia do Japão, com os terremotos, o tsunami, e, depois, a liberação da nuvem tóxica altamente radioativa; consequencia de avarias nas usinas atômicas trazendo o envenenamento da população, apareceu uma fotografia comovente na capa de alguns jornais, que diz muito do desespero. Uma japonesa chorando à terra em que enterrou sua mãe e que,num hausto, abrindo vereda na morte, ainda conseguiu estender a mão para fora.
Deve ser ingratidão minha criticar a imprensa que ajudou meu pai a matar minha fome e hoje me ajuda a matar não apenas a minha fome, mas a fome dos meus. Acontece que sempre embirrei contra alguns lugares-comuns da mídia e, para ir diretamente à questão, podendo enumerar centenas de casos e exemplos, fico na mania de noticiar a pena dos condenados de maneira global.
O cenário era o auditório da Casa do Marinheiro, no subúrbio da Penha, no Rio de Janeiro. A 4ª. Coordenadoria Regional de Educação (CRE), da Secretaria Municipal, reuniu 180 alunos e professores para ouvir uma exposição sobre o centenário da escritora Rachel de Queiroz, na Maratona Escolar que conta com o apoio institucional da Academia Brasileira de Letras. O apelo da Secretária Cláudia Costin, interessadíssima em valorizar o gosto pela leitura, fora plenamente atendido.
A visita de Obama fez-se no melhor contraponto entre o fascínio pela personalidade e o anticlímax da mensagem.
Nossas relações com os EUA foram sempre de altos e baixos. Não uma incompatibilidade de gênios, mas uma intolerância de comportamentos. Nessa relação, houve momentos românticos e instantes de rusgas.
Foi no início de maio. Eu não me habituara a conviver com aqueles monstros que até então se limitavam às paredes do meu quarto. Eles agora me acompanhavam pelas ruas. Numa terça-feira, fui ao cinema no Boulevard des Capucines, saí no meio do filme que era uma droga -eu não me interessava por mais nada.
Uma leitora assídua dos nossos dicionários, ouvindo a expressão "azul-barateia" , queria determinar que matiz de azul traduziria esse termo "barateia" , mas ficou surpreendida com a ausência do termo em nossos dicionários, ainda os mais ricos.
Quando ia de trem para o interior do antigo Estado do Rio, ao passar por Nova Iguaçu, logo à saída do ex-Distrito Federal, sentia o cheiro das laranjas que, de um lado e de outro da via férrea, invadia os vagões que perdiam o cheiro de fumaça das velhas locomotivas e ganhavam aquele perfume de sumo, de fruta fresca e encantada, dos imensos laranjais que nos acompanhavam por algum tempo.
Quando abriu a vaga, por falecimento do amigo e conterrâneo, Vianna Moog, estava em Guarapari, na praça central, e li uma crônica de Josué Montello,com o título, se não me engano,"Um gigante sorridente", saída no Jornal do Brasil, e jamais pensava eu que a mão frutuosa de Deus estava me levando para ocupar exatamente aquela vaga.
Durante os mais de 10 meses do Curso Superior de Guerra, que completei na ESG, em 1976, aprendi a respeitar, como estava no Manual Básico, o elenco dos Objetivos Nacionais Permanentes. Os meus colegas da Turma Almirante Álvaro Alberto foram testemunhas, no entanto, de que sempre defendi a tese de que o Poder Nacional poderia ser grandemente enriquecido se acrescentássemos aos ONPs uma palavra mágica: EDUCAÇÃO. Lembrei o fato ao dar a aula magna de 2011 da ESG.
Para falar a verdade, nem sei a que partido o vice-presidente José Alencar pertence. Apesar de possuir uma biografia de sucesso empresarial, só tomei conhecimento de Sua Excelência quando compôs chapa com Lula no primeiro mandato. Apreciei algumas de suas declarações, mas não cheguei ao ponto de admirá-lo.
Ao publicar "Fare un Film" (Ei-naudi Editore), Federico Fellini (1920-1993) não chegou a fazer um livro. Os outros é que fizeram por e para ele. Na verdade, é uma coletânea fragmentada de algumas reportagens já publicadas na Europa, trechos de gravações feitas com amigos, enfim, desabafos, gritos e confissões que seriam mais interessantes se, por trás das palavras, não estivesse um homem que, preferindo imagens, não gosta de palavras. 0 livro está longe de ser uma autobiografia, uma gramática do cinema, um ensaio estético.
No meu tempo, não vi um político ser objeto de opinião tão unânime e receber uma solidariedade tão sem contrastes de todos os segmentos da sociedade quanto José Alencar.