[1] Foliões avulsos
[2]Durante anos, trabalhei como editor de uma revista de atualidades amenas. Minha "finest hour" eram os números dedicados ao Carnaval.
[1] Durante anos, trabalhei como editor de uma revista de atualidades amenas. Minha "finest hour" eram os números dedicados ao Carnaval.
[3] O discurso do ministro Patriota tem sido exemplar no delineio dos rumos da política externa brasileira no Oriente Médio. E tal a partir do possível questionamento de uma mudança frente ao Irã e à liderança assumida pelo Brasil e a Turquia, desde 2009, contra o isolamento do governo dos aiatolás na nova globalização. A nossa presença no cenário mediterrâneo nasce da multiplicidade de perspectivas que se pode permitir o país no quadro dos BRICs, no peso crescente de sua voz fora dos nichos clássicos da América Latina, ou das antigas periferias ocidentais.
[1] Pinço um trecho da crônica que o Artur Xexéo publicou ontem no jornal "O Globo": "Se estivéssemos no tempo em que se conhecia o Carnaval pela cobertura da revista "Manchete", certamente o King Kong seria um dos maiores destaques".
[1] É como a cidade de Roma, não permite meio termo: ou se ama ou se detesta. Ambas as hipóteses são explicáveis.
[7] Descartes, o mais notório dos filósofos que defenderam a "dualidade substancial", isto é, que os homens possuem o corpo e a alma totalmente independentes, um e outra separados, certamente nunca viu nem podia ver um Carnaval brasileiro. É uma festa popular -e demonstrativa de que não há separação alguma.
[9] Quem se der ao trabalho de levantar todos os termos da língua portuguesa, em sua versão culta, poderá chegar a cerca de 600 mil vocábulos. Só o Vocabulário ortográfico da língua portuguesa, editado pela Academia Brasileira de Letras, tem perto de 400 mil verbetes. É uma das 10 línguas mais faladas do mundo, abrangendo povos que, somados, chegam a 240 milhões de falantes. É por essas e outras que existem movimentos de valorização do nosso idioma, como recentemente ocorreu com a defesa da latinidade, em que os próprios franceses se encontram firmemente empenhados. É uma forma, na verdade, de tentar uma reação ao predomínio inglês, graças à parafernália eletrônica de que é pródiga a inclusão digital, como se verá a seguir.
[11] -E aí, cara, pensei que você não vinha mais! E agora chega com essa cara de quem comeu e não gostou, é ressaca de carnaval?
[13] Quando Joseph Campbell, o mais conhecido estudioso de mitologia de nosso tempo (e autor, entre outros livros, do excelente O poder do mito) criou a expressão ´siga sua benção` ele estava refletindo uma ideia cujo momento parece ter chegado. Em O alquimista, esta mesma ideia está sob o nome de lenda pessoal. Alan Cohen, um terapeuta que vive no Havaí, também trabalha sobre o tema. Ele conta que, nas suas conferências, pergunta quem está insatisfeito com o seu trabalho; 75% da audiência levanta a mão. Cohen criou um sistema de doze passos, para ajudar o reencontro com sua ´benção` (ele segue a escola de Campbell): 1) Diga a verdade para você mesmo: divida uma folha de papel em duas colunas, e escreva do lado esquerdo tudo que adoraria fazer. Depois, escreva do lado direito tudo que está fazendo sem entusiasmo. Escreva como se ninguém fosse ler o que está ali, não censure nem julgue suas respostas. 2) Comece devagar, mas comece: chame o agente de viagens, procure algo que se encaixe no seu orçamento; vá assistir ao filme que está adiando; compre o livro que desejava. Seja generoso com você mesmo, e verá que mesmo estes pequenos passos lhe farão sentir mais vivo. 3) Vá parando devagar, mas pare: há coisas que tiram por completo sua energia. Você precisa mesmo ir a tal reunião do comitê? Precisa ajudar quem não quer ser ajudado? Seu chefe tem o direito de exigir que, além do trabalho, você tenha que estar nas mesmas festas que ele? Ao parar de fazer o que não lhe interessa, vai notar que você estava se exigindo mais que os outros realmente pediam.
[1] Deus é testemunha de que nada tenho contra os leitores. Pelo contrário, se não existissem esses seres abnegados, não haveria livros nem jornais, e eu teria morrido de fome há anos.
[1] Muita gente reclama da mesmice dos Carnavais, das festas programadas como o Natal, acha tudo monótono, repetitivo, sacal. De minha parte, tolero com boa vontade este tipo de chatice prevista nos calendários, guardando o meu tédio para outros tipos de evento, em especial, para as crises da nossa política.
[17] Outro dia, o grande jornalista e meu amigo, Ancelmo Góis, em sua notável coluna, assegurou que a minha História da Literatura Brasileira foi levada pelo dinâmico editor da Leya, de São Paulo, para o senador e escritor José Sarney e esse levou em mãos um exemplar para Dilma Rousseff, o que me deixou contente. Não por ter intimidade com o poder - já que até agora não me foi conferida essa faculdade, e os que a tem,devem guardá-la eficazmente para si.Nem por ser velho amigo da presidenta (vou usar essa expressão em sua homenagem), já que é a primeira mulher, entre nós, a execer tal cargo e o conhecimento da língua não o veda), desde o Rio Grande do Sul, de onde vim e ela viveu longo tempo e ocupou cargo importante.Se minha intimidade é a convivência da mesma terra e se esse "conviver" nos proporciona o mesmo clima, a mesma paisagem, a mesma temperatura do coração, então sim. Pois a terra é sempre um dom, equilíbrio e nascença da alma. Mas a paixão por Guimarães Rosa que nos une, e a justeza do empenho em trazer de volta ao Brasil Abaporu de Tarsila do Amaral.
[7] Foi de Lovelock a expressão de que a Terra é um ser vivo. Em sua bilionária história, milhões de vezes ela deu sinal de que ainda não morreu solitária, com um sol apagado.
[20] Em dias da semana passada tive dois ricos encontros com Edgar Morin, na Escola Sesc de Ensino Médio. Conversa muito proveitosa para mim, a recolher o idealismo do pensador francês, que, às vezes, parece até idealista demais.
[9] Acompanhamos a instalação Crepúsculo dos Ídolos, de Jarbas Jácome, com TVs ligadas num canal de TV aberta, uma câmera e um microfone. No Sesc Belenzinho(SP), os visitantes foram convidados a produzir algum som próximo ao microfone, provocando distorção das imagens das TVs, de acordo com a intensidade e o tempo de duração do som produzido: ao final, a própria imagem foi transmitida pela TV. Em dois meses, houve mais de 500 mil atendimentos.
[3] A crise continuada do Oriente Médio começa também a radicalizar perspectivas inquietantes para o futuro americano dentro de casa. Estão se repetindo, nestes idos de março, as cargas de um conservadorismo que vai muito além dos clássicos arreganhos do bushismo.
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