Acadêmico e poeta Antonio Carlos Secchin fala sobre João Cabral de Melo Neto no segundo dia da 11ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas (Flipoços)
Publicada em 04/05/2016
Publicada em 04/05/2016
Publicada em 04/05/2016
Publicada em 02/05/2016
Publicada em 02/05/2016
Publicada em 02/05/2016
Houve quem se espantasse com a votação para a abertura de impeachment na Câmara dos Deputados, no último 17 de abril. Tocante o número de corruptos de carteirinha, ‘indignados’ com a corrupção, como se fossem atores improvisados num velho roteiro de chanchada.
Se Dilma e Temer tivessem usado a energia e a disposição de agora em benefício do país que governaram juntos por seis anos, estaríamos certamente em melhor situação.
A situação não está tranquila nem favorável para o ex-presidente Lula. Denunciado pelo Procurador-Geral da República Rodrigo Janot como o verdadeiro chefe do esquema de corrupção da Petrobras, ele também está em outro processo, sobre obstrução da Justiça, e o pedido de prisão feito pelos procuradores do Ministério Público de São Paulo, devido ao processo sobre o triplex do Guarujá, finalmente chegou ao Juiz Sérgio Moro, em Curitiba.
Constatada a decadência de nossa democracia representativa, um fenômeno que não se restringe ao Brasil, mas que tem características próprias de nosso modelo político-eleitoral, quais soluções se apresentam para minorar os problemas que enfrentamos?
Sempre fui aclamado como um notável espírito de porco, em todos os sentidos. Em criança sempre torcia pelo bandido, quando vejo esses surfistas que aparecem na televisão, torço freneticamente pelas ondas. Sei que não agrado a ninguém, mas agrado a mim mesmo pelas canoas furadas que tomei e continuo tomando.
Devo admitir que, a cada dia, surpreendo-me com a reação de pessoas reconhecidamente inteligentes e bem informadas, em face da crise pela qual passa o país nesta fase do governo de Dilma Rousseff. Não é que não tolere suas opiniões contrárias à minha, e sim os tipos de argumentos que adotam, contrários aos fatos e aos princípios constitucionais que regem a nossa vida política e social. A única explicação para tal atitude só pode ser a necessidade de, fora de toda lógica, insistir na defesa de determinada opção ideológica, seja ela razoável ou não.
A recém-terminada conferência das Nações Unidas, em Nova York, sobre ecologia nos situa diante do estado de consciência universal quanto aos avanços do bem-estar ou do dito "bem comum" em nosso tempo.
Se faltam recursos financeiros para viabilizar o Plano Nacional de Educação, com as suas 20 metas, o que dizer do que se disponibiliza para a realização de objetivos culturais? É muito pouco e ainda por cima corre-se o risco de ser menos ainda, se a discussão em tomo da Lei Rouanet concluir que ela deve ser extinta.
Não temos, na nossa história política, momento como o de agora, em que chegamos aos extremos do risco da desestabilização.