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Artigos

  • Lavando as mãos

    O Globo, em 04/03/2020

    Confesso que, só agora e graças à ameaça do coronavírus, aprendi a lavar as mãos corretamente, passando a esfregar água e sabão na palma e no dorso, entre os dedos, nas unhas e até no punho. 

  • E só está começando

    O Globo, em 26/02/2020

    ‘Agora é cinza, tudo acabado e nada mais”. Ao contrário do que diz esse belo samba imortalizado por Mário Reis, uma tradição não escrita reza que no Brasil o ano começa no primeiro dia depois do carnaval, isto é, hoje. Sendo assim, vamos ter pela frente momentos decisivos. Além das heranças malditas deixadas por 2019, haverá os problemas que nos reserva o próximo calendário.

  • O poder da língua solta

    O Globo, em 19/02/2020

    Só há uma explicação para a incontinência verbal que assola com frequência membros do governo: a atração pelo desconhecido. Não se dão bem com as palavras, quase sempre não conhecem seu significado, mas vivem às voltas com elas.

  • Não pode se deslumbrar

    O Globo, em 12/02/2020

    Pegou mal a reação de Regina Duarte. Como secretária de Cultura, seria de praxe que cumprimentasse a diretora do filme “Democracia em vertigem”, Petra Costa, pela indicação ao Oscar.

  • Sempre pode piorar

    O Globo, em 04/02/2020

    Para os que achavam que este começo de ano não podia ser pior para o carioca, vindo de um mês de dieta de água turva, gosto de barro e cheiro ruim, a Cedae nos reservara mais uma desagradável surpresa: anteontem à noite, comunicou que suspendera o funcionamento da Estação de Tratamento do Guandu, que abastece a Região Metropolitana do Rio, por ter identificado a presença de detergentes na água captada.

  • A vez das pirralhas

    O Globo, em 28/01/2020

    Bolsonaro fez bem em não ir a Davos. Não havia lugar para ele. De um lado, Trump ocupou o espaço de líder dos negacionistas da crise ambiental; de outro, Greta Thunberg, a quem o capitão desprezara xingando-a de “pirralha”, brilhou, afirmando-se como líder mundial da mobilização dos jovens pela defesa do clima.

  • O papel mais difícil de Regina Duarte

    O Globo, em 21/01/2020

    Desde que começou sua carreira, aos 14 anos, Regina Duarte tem diante de si agora, aos 72, o papel mais difícil de sua vida. Tudo indica — escrevo de véspera — que ela vai aceitar o cargo para o qual foi convidada pelo presidente Jair Bolsonaro. Ficou de dar a resposta oficial hoje e, por via das dúvidas, os dois recorreram à velha metáfora do casamento: estão noivos.

  • O do português ruim

    O Globo, em 14/01/2020

    O governo Bolsonaro tem o que comemorar: o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não atropelou a gramática sequer uma vez nos últimos dias. Ao prometer “tirar o Brasil do fundo do poço no Pisa”, ele escreveu “poço” corretamente, não “pôsso”.

  • A volta do amigo oculto

    O Globo, em 01/01/2020

    Antes de viajar para passar fora o réveillon, e de decidir retornar a Brasília, o presidente Bolsonaro fez uma avaliação do seu primeiro ano de governo, anunciando, orgulhoso: “estamos terminando 2019 sem qualquer denúncia de corrupção”. Devido talvez à perda momentânea de memória por causa do tombo no banheiro, ele teve uma crise de amnésia ao fazer essa afirmação.

  • Cada vez mais atual

    O Globo, em 24/12/2019

    Há 31 anos, às vésperas do Natal de 1988 — exatamente às 18h45m do dia 22 de dezembro —, o Brasil perdia um dos mais importantes personagens de sua História moderna: Chico Mendes, o líder seringueiro que mobilizou o país e o mundo para a defesa da Floresta Amazônica.

  • Tragédia carioca

    O Globo, em 17/12/2019

    São cenas de cortar o coração mostradas diariamente pela televisão. Idosas e idosos estirados em macas nos corredores. Crianças de colo sem atendimento. Hospitais sucateados, falta de médicos e medicamentos, salários atrasados, filas de espera enormes e muitas vezes levando à morte, como nos casos seguintes, para só citar dois entre inúmeros.

  • Desejo de destruição

    O Globo, em 03/12/2019

    Quando você pensa que já viu de tudo, até que a Terra é plana e que “DiCaprio paga pra tocar fogo na Amazônia”, amanhece com o novo presidente da Funarte afirmando, acredite, que o rock não só ativa a droga como “alimenta uma coisa muito mais pesada, que é o satanismo”. 

  • A fim de não esquecer

    O Globo, em 19/11/2019

    Depois da polêmica causada por suas declarações equiparando o Rio a Nova York, Paris e Madri, em matéria de segurança pública, o governador Wilson Witzel explicou que estava se referindo às áreas turísticas das cidades.