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Artigos

 
  • Dante e a Justiça

    O Globo, em 19/09/2012

    Participo em Ravenna de um encontro sobre a Divina comédia. Os restos mortais do poeta encontram-se aqui, na basílica de São Francisco, e, a quase setecentos anos de sua morte, sua obra alcançou dimensão planetária, traduzida para as mais impensáveis línguas do mundo. 

  • A ópera do Mercosul

    O Globo, em 22/08/2012

    As declarações descabidas e previsíveis de Federico Franco, presidente ad hoc do Paraguai, lembram as linhas de um frágil libreto de ópera. As personagens são sempre as mesmas, não trazem sinais de novidade, com monótono desfecho, seguido de aplauso protocolar. 

  • Depois do Inferno

    O Globo, em 18/07/2012

    O Instituto Moreira Salles abriu neste fim de semana duas exposições dedicadas ao trabalho memorável de Nise da Silveira. Salta aos olhos a coragem da ”psiquiatra rebelde”, como propõe o itinerário de leitura de Luiz Carlos Mello, sendo impossível não sair de lá emocionado. Não sair arrebatado com as obras realmente fascinantes de Emygdio e Raphael, considerados, por Heloísa Espada e Rodrigo Naves, “dois modernos no Engenho de Dentro”.

  • A Longa Noite Síria

    O Globo, em 20/06/2012

    As notícias da Síria não podiam ser mais dolorosas.  Como se a lógica do pior não tivesse escrúpulos em progredir, alimentada pelo ódio irreversível das facções no auge da guerra civil. Assusta o número de mortos, alguns dos quais com sobrenomes que recordam o das famílias que me abriram suas casas de forma tão generosa naquele país.

  • A cidade dos vivos

    O Globo, em 23/05/2012

    Enquanto a presidente Dilma Rousseff anunciava em Brasília a mais que esperada Comissão da Verdade, um velho sobrado, na rua do Lavradio, desabava de modo irreversível. Segundo as estimativas do Crea,  uma centena de prédios antigos corre o mesmo risco de naufragar nas ondas do descaso. 

  • Universidade Democrática

    O Globo, em 25/04/2012

    O Ministério da Educação abre uma janela para a universidade brasileira, ao estender para a graduação a modalidade de estudos no exterior, a conhecida bolsa-sanduíche.

  • Elogio do Inacabado

    O Globo, em 23/04/2012

    Leonardo Boff escreveu um livro denso com a leveza de uma prosa luminescente, minimalista e breve. Em Cristianismo: o mínimo do mínimo, Boff dá mais uma vez provas sobejas do alcance de seu fazer teológico, nos limites de uma cultura da paz e da emancipação. 

  • Políticas da Memória

    O Globo, em 21/03/2012

    A notícia do fim da Enciclopédia Britânica, em formato real, foi recebida pela imprensa com um misto de triunfalismo e saudade. Se, para muitos, o oráculo de Delfos da Wikipédia levou Apolo e Atenas para a fila dos deuses desempregados, para outros teve início a cerimônia de adeus. 

  • Diário de Drácula

    Valor Econômico, em 16/03/2012

    Nesses dois últimos anos houve uma devastadora  epidemia de vampiros, que assolou nosso mercado editorial. Monstros aparentados com Drácula ou com a brigada dos diabos dantescos, sob os raios canônicos da lua e os não menos clássicos e afiados  caninos. Podemos tomar tranquilamente um bom café na companhia do conde romeno e de suas variedades: um sem-número de figuras ambíguas, vagantes, filhas do reino das trevas. 

  • Bárbaros na Grécia

    O Globo, em 22/02/2012

    Há quem julgue insuficiente explicar o mundo que nos cerca, a partir da ideia da modernidade líquida, cujo ponto de vista parece ter cumprido seu destino crítico. As metáforas também envelhecem. Se com as novas  leituras de Marx havíamos  detectado a passagem do estado sólido para o estado líquido, a interpretação das dinâmicas do mercado seria mais legível no estado gasoso.

  • Arte de Naufragar

    O Globo, em 25/01/2012

    A cem anos do naufrágio do Titanic, o Costa Concórdia não chega a ser um texto forte, mas uma nota de pé de página. Um deplorável libreto em preto e branco – sem o drama da metáfora daquela branca montanha de gelo – cheio de lances absurdos, dignos de uma opereta de gosto duvidoso, ou de uma velha história em quadrinhos, definida com repetidos traços maniqueístas. 

  • O vermelho e o negro

    Folha de São Paulo, em 30/12/2011

    Creio ter violentado uma das regras fundamentais do ofício que exerço por equívoco há mais de 60 anos. Equívoco meu e dos outros. Por vontade própria, jamais seria jornalista ou escritor. A soma de circunstâncias desfavoráveis é que me levou a ser o que sou.

  • A Reforma política

    O Globo, em 28/12/2011

    Se é verdade que a sociedade civil é fruto de uma utopia do Iluminismo e, por isso mesmo, habitada pela incompletude e pela incessante revisão de seus princípios, no caso brasileiro as lacunas parecem abismos e reclamam maiores cuidados. O ano termina  com a sofrida renovação das pastas ministeriais,  a criação do PSD e a volta de conhecido representante do Pará ao Senado Federal. 

  • Galeria Alaska

    Folha de São Paulo, em 27/12/2011

    Encontro um amigo por acaso, em Copacabana, havia muito que não nos víamos, começamos a contar o que estávamos fazendo ou o que pretendíamos fazer. Nisso passou por nós um conhecido comum, cumprimentou-nos à distância e se perdeu no turbilhão da Galeria Alaska.

  • O partido no poder

    O Globo, em 25/12/2011

    Um grande diferencial entre os governos Fernando Henrique e Lula, detectado pelo estudo da cientista política Maria Celina D"Araujo, professora do Departamento de Sociologia e Política da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, está relacionado ao tema partidário.