"120 anos de Álvaro Moreyra"
Publicada em 21/10/2008 (atualizada em 22/10/2008)
Publicada em 21/10/2008 (atualizada em 22/10/2008)
Publicada em 21/10/2008 (atualizada em 22/10/2008)
ABL apresenta a Peça de Teatro: "Memórias Póstumas de Brás Cubas", em três sessões durante o mês de novembro.O texto é de Machado de Assis e a adaptação e direção de Tereza Briggs-Novaes. Entrada franca.
Publicada em 20/10/2008 (atualizada em 21/10/2008)
No dia 22 de outubro, a ABL exibirá o filme "O Veneno da madrugada", adaptação de La mala hora, de Gabriel Garcia Márquez e direção de Ruy Guerra. A entrada é franca.
Publicada em 20/10/2008 (atualizada em 21/10/2008)
Publicada em 20/10/2008 (atualizada em 21/10/2008)
Publicada em 20/10/2008 (atualizada em 21/10/2008)
ABL apresenta 9º Concerto da série Música de Câmara, com o tema "A Música que Machado ouvia" (Clube Beethoven), na qual, um Quinteto reproduz obras de Mozart e Brahms. Clique na imagem à esquerda para assistir ao vivo.
Publicada em 20/10/2008 (atualizada em 21/10/2008)
Publicada em 17/10/2008
Num "trabalho em progresso", exerce Guilherme de Almeida, desde seus primeiros versos, uma função de unificador de relações e de semelhanças. Seu pensamento poético funciona com rapidez no associar parecenças, com a faculdade de descobrir "estranhas combinações nas coisas comuns". A relação é uma ordem entre diferenças, mas pode ser também um grito.
Não sei como as coisas andam em São Paulo a propósito do segundo turno das eleições municipais. Parece que houve baixaria das grossas, com a candidata do PT pondo em questão a vida pessoal do adversário, que, por sinal, está em primeiro lugar nas pesquisas.
Sabemos agora, no confronto entre Paes e Gabeira, que um usa botinas marrons de cano alto, e outro, mocassins pretos; um, camisa azul Royal, e outro, azul clara; paletó abotoado um, fechado outro, o terno príncipe de Gales contra o monotonamente preto. Não temos precedente nesses detalhes para a eternidade, do embate do Rio, nesses detalhes cruciais, em que a irrelevância chegou à melhor retórica do grotesco. Fiquem os engodos da percepção com que a contenda veio à mídia, numa repetição exausta, mas que aposta de toda forma nesta fome política para que acordou no país, e especialmente o Rio de Janeiro, no papel que o voto carioca terá nesse passo à frente para a nossa modernização.
Jorge Amado costumava me dizer que, quando cedia os direitos de um texto seu para adaptação (cinema, tevê, teatro), esquecia que era o autor. Isso porque, argumentava, o diretor acabaria fazendo aquilo que achava melhor, um direito que Jorge aliás reconhecia. Com os anos, aprendi que o grande escritor baiano tinha razão. Muitos de meus textos foram adaptados com resultados muito variáveis. Os direitos de O Centauro no Jardim foram vendidos, por um agente literário, a uma produtora de Hollywood. Eu não tinha a menor idéia do que fariam para adaptar à tela um livro cujo principal personagem é metade homem e metade cavalo. E eles, constatei depois, também não: o filme nunca foi realizado. Mas, na Alemanha, a história gerou uma peça de teatro, e a atriz que fazia o papel de centauro conseguiu a façanha de caminhar pelo palco – sem fantasia, sem nada – como se fosse um centauro. Um resultado inesperado.
Tudo neste mundo é relativo, como se gostava muito de repetir há algumas décadas, quando Einstein era de certo modo novidade e liam-se livros de divulgação sobre a teoria da relatividade de que ninguém entendia nada, a começar pelos próprios divulgadores. Acostumamo-nos a isso. Continuamos a não entender nada da teoria da relatividade, mas a incorporamos ao nosso dia-a-dia, talvez cada um à sua maneira e de acordo com suas circunstâncias.
Toda eleição presidencial tem ingredientes de circunstância, dados pela conjuntura, e de substância, ligados aos grandes problemas de um país e a distintas maneiras de encará-los e encaminhá-los. Há momentos em que predominam os ingredientes de substância. Foi o caso da eleição, no âmago da Grande Depressão, de Franklin Roosevelt em 1932. Há momentos em que os ingredientes de substância ficam em surdina no processo eleitoral e prevalecem os de circunstância. Foi o que aconteceu na primeira eleição presidencial de George W. Bush, num contexto internacional favorecedor do predomínio dos EUA no mundo.
Hoje é dia de São Lucas, autor, segundo a tradição, de um dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos. E é também o Dia do Médico, porque, sempre de acordo com a tradição, esta foi a profissão que Lucas, nascido em Antióquia, atual Síria, exerceu. Pouco se sabe sobre sua vida. As evidências de que teria mesmo sido médico são escassas e baseiam-se muito na analogia entre a linguagem que usa e a de Hipócrates, e também no fato de que menciona muitas doenças. Admitindo que Lucas tivesse mesmo exercido a medicina, a pergunta que cabe é: o que teria atraído um médico para o cristianismo?