Sessão de Saudade
Realizou-se, dia 8 de dezembro, a Sessão de Saudade em homenagem ao Acadêmico Ferreira Gullar. Finda a cerimônia, o Presidente Domício Proença Filho declarou vaga a Cadeira n. 37 e abertas as inscrições para o seu preenchimento.
Realizou-se, dia 8 de dezembro, a Sessão de Saudade em homenagem ao Acadêmico Ferreira Gullar. Finda a cerimônia, o Presidente Domício Proença Filho declarou vaga a Cadeira n. 37 e abertas as inscrições para o seu preenchimento.
Sob a coordenação do Acadêmico Alberto Venancio Filho realizou-se, no dia 13 de dezembro, no Teatro R. Magalhães Jr., às 17h30, o Ciclo Memória Reverenciada, com a conferência “Humberto de Campos: o escritor e o conselheiro”. Conferencista: Acadêmico Carlos Heitor Cony.
É uma pena que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha tido que rever uma decisão que já havia obtido a maioria dos votos, para debelar uma crise institucional que só aconteceu porque o presidente do Senado, Renan Calheiros, transformou um caso pessoal em disputa de Poderes, como se ele sozinho fosse o Senado.
Grande polemista, dizia, no entanto, que não se importava em ganhar a discussão: ‘Não quero ter razão, o que eu quero é ser feliz’.
Acoletiva do dia 27 de novembro dos presidentes do Executivo, Câmara e Senado deixou muito claro, com as votações imediatas no Legislativo, quanto cada titular subestima a opinião pública. A coletiva só não foi de todo insossa porque o senhor Temer perdeu-se ao tentar negar procedimentos muito graves, com velhos chavões.
No Supremo Tribunal Federal há quem veja uma sucessão de erros nessa crise institucional em que estamos metidos mais uma vez, a começar pelo pedido de vista feito pelo ministro Dias Toffoli, que suspendeu uma decisão já tomada pela maioria de impedir que um réu faça parte da linha de substituição da presidência.
Depois de ter sido o alvo preferencial das ruas no último domingo, quando protestos espalhados por todo o país exigiram o fim da corrupção e apoiaram as investigações da Operação Lava-Jato, o senador Renan Calheiros enfrenta agora uma perda política simbólica grave, sendo afastado por liminar da presidência do Senado.
Prefiro sempre não acreditar em teorias conspiratórias, mas a manobra dos deputados na noite de quarta-feira na Câmara, distorcendo o sentido original das medidas contra a corrupção para transformá-las em perseguição a juízes e procuradores do Ministério Público, e a afoiteza com que o senador Renan Calheiros tentou aprovar as medidas, menos de 24 horas depois que elas saíram da Câmara, bem que poderiam ter sido parte de um plano bem engendrado por agentes infiltrados para criar um clima popular contra os parlamentares.
A calada da noite é hora propícia para uma boa trapaça. Parece que houve quem sentisse saudade de Eduardo Cunha.
Publicada em 07/12/2016
Publicada em 07/12/2016
Publicada em 05/12/2016