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Artigos

  • Fim das coligações foi fundamental

    O Globo, em 23/09/2021

    A PEC da reforma eleitoral foi aprovada no Senado sem muitas alterações no texto que saiu da Câmara, mas vetar a volta das coligações foi fundamental porque sem elas e junto com a clausula de barreira vai-se peneirando os partidos. Temos 30 partidos e vamos acabar com 10, no máximo, o que já é um avanço muito grande. Manter as coligações seria um retrocesso muito grande. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve uma boa ideia, de fazer uma frente ampla da terceira via com todos os partidos, inclusive o PT, contra Bolsonaro. Mas não vai acontecer porque, se acontecesse, seria para apoiar o Lula. E é muito difícil o PT aceitar outro candidato. Então essa boa ideia não vai se confirmar.

  • Doria fortalece sua campanha

    O Globo, em 19/08/2021

    O governador João Doria começa a fazer movimentos importantes para sua campanha às prévias do PSDB para a presidência: nomeou o deputado Rodrigo Maia secretário de seu governo e recebeu o apoio formal de Fernando Henrique Cardoso. Ao mesmo tempo em que Maia vai trabalhar nas bancadas paulistas, terá papel durante a campanha, para fortalecer o palanque no Rio. Ele tem bom trânsito na área financeira e pode levar a palavra do candidato para essa área. Doria terá outras pessoas importantes em outros estados, não necessariamente políticos na ativa,  para ajudar a nacionalizar sua campanha. O apoio de FH é importante e dentro do PSDB tudo indica que ganhará as prévias.

  • Cavando o buraco

    O Globo, em 10/08/2021

    O Auxílio Brasil lançado ontem pelo governo Bolsonaro não tem apenas a aparência de uma cópia bem-feita do Bolsa Família de Lula, que por sua vez foi uma cópia muito bem-feita dos programas sociais do governo de Fernando Henrique Cardoso. Representa, sobretudo, a irresponsabilidade fiscal a serviço da reeleição do presidente, assim como, em 2010, para eleger Dilma, o então presidente Lula forçou o PIB a ir de uma queda de 0,13% em 2009 para um crescimento de 7,53% no ano da eleição.

  • Um autogolpe

    O Globo, em 30/03/2021

    De uma maneira ou de outra, o Ministério da Defesa sempre fez parte de um xadrez político, desde que foi criado para explicitar a subordinação dos militares ao poder civil, no segundo governo Fernando Henrique Cardoso.

  • A epidemia e a política

    O Globo, em 07/03/2021

    Primeiro é bom ressaltar que a “crise” (usa-se tão amiúde o vocábulo que ele acaba por perder o significado) começou a se manifestar antes de o maldito vírus ter sido percebido entre nós. 

  • A crise da reeleição

    O Globo, em 20/09/2020

    O reconhecimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que a aprovação da reeleição do mandato presidencial “foi um erro” reabriu a discussão sobre o fim desse instrumento, incluído na Constituição em 1997. Projeto de emenda constitucional do deputado Alessandro Molon, do PSB, propõe o fim da reeleição para os Executivos em todos os níveis já a partir de 2022.

  • Tempos confusos

    O Globo, em 05/07/2020

    Tempos confusos os que temos vivido. A tal ponto que estranhamos o que ocorreu no meio da semana: chamou a atenção o fato de o governo não haver arranjado nenhuma confusão nova.

  • Tempos incertos

    O Estado de S. Paulo, em 07/06/2020

    Os tempos modernos caracterizam-se pela racionalização crescente, dizem os cientistas sociais. Se é verdade que nas culturas mais simples as crenças ditavam o que se devia fazer, com a complexidade do mundo contemporâneo, sobretudo pós-industrialização, a ciência substituiu as crenças. 

  • Não esquecer

    O Globo, em 03/05/2020

    O tema é repetitivo e desafiador: o coronavírus. Procuro me afastar dele dia e noite, mas ele nos envolve. O vírus, sem ser visto, está por toda parte, principalmente em nossas almas. Recordo-me de meus pais, cuja memória reteve a “gripe espanhola”.

  • Durante e depois da crise

    O Globo, em 05/04/2020

    Estamos atravessando tempos bicudos. Não só por causa do coronavírus, mas também porque há um vazio político no mundo. Quando não, há uma histeria direitista sem que se veja o “outro lado” do espectro.