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Artigos

 
  • Nossa língua, nossa força

    Numa feliz iniciativa de Haroldo Zager , realizou-se em Niterói o VI Fórum das Imprensas Oficiais de Língua Portuguesa, reunindo representantes dos 26 estados brasileiros, além da Imprensa Nacional, que tem sede em Brasília.  Foi um encontro extremamente proveitoso para a troca de ideias e  projetos, todos eles visando à valorização da nossa  língua.  Presentes  também representantes de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, México, Uruguai e Chile.

  • Dilma defronta o superpoder econômico

    A reunião da presidente Dilma com a cúpula da economia privada do país é marco inédito no aprofundamento da nossa democracia. Reúne a troca ampla de opiniões com a discussão das prioridades no plano de convênio, e das expectativas da prática do lobby, ou a pressão sobre as organizações políticas. Integrou-se, no objetivo da reunião, um quadro de licitações recíprocas entre o que pede o país econômico ao Planalto e o que esse pode sinalizar, na dinâmica do desenvolvimento nacional.

  • O homem que vendeu a alma

    Tudo se explica: Puccini vendeu a alma ao demônio. Foi essa -e não podia ser outra- a explicação de seus rivais e inimigos, roídos e moídos não pelo sucesso popular e financeiro das obras do compositor, mas pela beleza simples, humana, quase cafona, de suas partituras.

  • Uma história de conflitos

    A comemoração da Presidente Dilma, diretamente da Índia, apontando a aprovação da Lei Geral da Copa como uma prova de que a crise institucional entre o Executivo e o Legislativo só existia “na imprensa”, pode ser precipitada.

  • O jumentinho de Nosso Senhor

    Hoje é Domingo de Ramos e me lembrei de estampas dos livros de minha infância, mostrando Jesus entrando em Jerusalém, cercado por folhas de palmeiras agitadas pelo povo e montado num jeguinho. Nos presépios era também frequente a figura de um jeguinho ao canto, assim como nas cenas que mostravam a fuga da Sagrada Família para o Egito. Animal tido pelos mais velhos, no Nordeste, como abençoado, não só ajudou e transportou o Senhor e a Sagrada Família, como recebeu a graça de portar na cernelha uma cruz de pelagem mais escura, que testemunha o afeto que lhe tinha o Cristo. Não há jeguinho sem essa cruz nas costas - e essa cruz também simboliza o trabalho duro que lhe cabe em seus mais ou menos 50 anos de existência, trabalho que faz sem se rebelar, sem ficar doente, sem exigir trato, nem mesmo alimento, pois come qualquer capim ou mato e até mesmo caixas de papelão, se não achar mais nada.

  • Futuro em risco

    Tudo que o partido Democratas quer é se descolar da imagem do senador Demóstenes Torres, para interromper a sangria que as recentes revelações de suas relações promíscuas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira têm provocado.

  • Hora de julgar

    A crise política em que se envolveu o senador Demóstenes Torres, agora sem partido, depois de se desfiliar do DEM para não ser expulso, está excitando a imaginação de uma ala dos governistas, que vê, na desgraça do oposicionista antigo paladino da ética na política, a negação de qualquer tipo de crítica aos famosos "malfeitos" dos aliados do governo, mesmo os mais antigos como o mensalão, que está para ser julgado pelo Supremo.

  • As etapas

    A dramática exortação a Cristo feita pelo presidente venezuelano Hugo Chavez, entre lágrimas, para que lhe dê mais tempo de vida – “Não me leve ainda porque tenho muitas coisas a fazer” – é o diagnóstico mais próximo da realidade que se pode ter num governo quase ditatorial onde as informações sobre a saúde de seu presidente são consideradas de “segurança nacional”.

  • Caderninho de viagem

    Tempo bom era o de Marco Polo, em que o sujeito fazia viagens longuíssimas pelo mundo todo e, ao voltar, podia contar algumas das mais magníficas mentiras de que se tem notícia. Mais chegado a nós, o grande Fernão Mendes Pinto é um dos maiores representantes dessa hoje injustiçada categoria. Não me lembro agora das histórias que eles contaram, mas era uma imensa fartura de portentos e maravilhas de todos os tipos. Devo estar misturando tudo, mas creio que havia monstros com a barriga em cima do pescoço e uma cabeça falante em cada pé, monarcas cujos palácios eram construídos de ouro puro cravejado de rubis, rios de leite e mel, lindas mulheres aladas que arrebatavam rapazes pelos ares, desfrutavam deles e depois os devoravam vivos, animais falantes usados como conselheiros, magos que faziam clarear, escurecer ou chover, abismos que levavam ao centro da Terra.

  • A Páscoa e os homens

    Nos domingos de Páscoa, como o de hoje, lá no seminário onde estudei, acordávamos com o coro da "Cavalleria Rusticana", "Inneggiamo il Signore è risorto", um dos mais famosos da lírica de todos os tempos. No rude cenário de uma aldeia siciliana, o povo se reúne e louva o Senhor, que subiu à glória do céu. Mal termina o coro pascal, num duelo por causa de mulher, um homem mata outro.

  • O crucifixo nos tribunais

    A retirada dos crucifixos nos tribunais, recentemente aprovada no Rio Grande do Sul, vem causando polêmica, o que é de esperar em uma nação em que a maioria se declara cristã. É matéria que pede reflexão.