O caso Jobim
Na barafunda em que se abismou a política brasileira, o caso Nelson Jobim não deixa de ser menor
Na barafunda em que se abismou a política brasileira, o caso Nelson Jobim não deixa de ser menor
O assunto é delicado e hoje objeto de graves preocupações por parte de professores e especialistas. Escolas atentas e com um bom projeto pedagógico estão valorizando o emprego de manuscritos, sobretudo em aulas de Língua Portuguesa, para evitar que alguns alunos pretensamente espertos retirem seus textos dos abundantes e nem sempre valiosos sites existentes na Internet.
Nelson Jobim garantiu que foi técnica a sua decisão sobre a quebra do sigilo de um cidadão que teria emprestado dinheiro (pouco é verdade) ao cidadão Luiz Ignácio Lula da Silva, atual presidente da República e candidato à Presidência da mesmíssima República na próxima eleição presidencial.
Não sei se foram três ou quatro as crianças recém-nascidas rejeitadas pelas mães e atiradas em lagoas ou rios em diversos pontos do território nacional. Será um sintoma, uma síndrome de Herodes - aquele rei da Judéia que promoveu a matança dos inocentes para impedir que houvesse alguém que mais tarde o tiraria do trono?
Frente a Angela Merkel, Primeira Chanceler da Alemanha, Bush perguntado, sem rebuços, sobre o escândalo de Guantanamo, também sem papas na língua tornou muito claro que o assunto não é da humanidade, mas, sim, e acima de tudo, da segurança do povo americano. Será indefinida como nos prazos de Kafka, a espera por esse processo, nem há a cogitar-se de que uma Comissão Política Internacional possa visitar o presídio da península cubana. E, significativamente, no enorme alarido que cresce no Congresso contra o Presidente, a denúncia das torturas em Abu Ghraib ou dos vôos secretos da CIA na Europa, ou da escuta sem permissão judicial de todo telefone suspeito não chega ainda à detenção indeterminada dos prisioneiros vindos da primeira onda da guerra do Afeganistão, culminada no abate das torres e na invasão do Iraque.
O Rio de Janeiro é um pouco chegado a chuvas escandalosas. Não estou ofendendo São Paulo, onde elas costumam encher túneis e transformar avenidas em canais - e, às vezes, passam mais lanchas que automóveis, porque os automóveis (sem nenhum exagero) estão parados, e aquelas, trafegando.
A Topbooks acaba de lançar "Ensaios Reunidos - Volume 2", com trabalhos de Otto Maria Carpeaux publicados entre 1946 e 1971 em diversos jornais e revistas. Em geral, faço restrições a este tipo de coletânea que recolhe artigos, crônicas, contos, ensaios ou mesmo poemas de determinados autores que espalharam textos muitas vezes circunstanciais, em longa e constante atividade na imprensa. Releve-se a boa intenção e a honestidade dos pesquisadores, mas, em princípio, um autor com acesso às editoras (seria o caso de Carpeaux) teria soberania suficiente para escolher o que, em sua opinião, merecia ser publicado em livro.Há exemplos em que a importância de um Machado de Assis, ou do próprio Carpeaux, obriga à permanência no mercado cultural. Qualquer texto de Machado, seja inédito ou não, merece publicação póstuma. Acredito que Carpeaux esteja no mesmo caso.
Quem não o leu deve lê-lo, sim, o artigo do Professor Miguel Reale sobre o livro e a internet. O ilustre filósofo e jurista fez uma sábia reflexão sobre a perpétua do livro e o domínio já insinuado pela cultura e pelo extraordinário que é a internet. Que me conste, é uma primeira análise objetiva e erudita sobre a influência que tem o livro e a internet, cada qual em seu âmbito, para a instituição da cultura como forma de relação social e de projeção internacional.
Amanhã é o dia de são Brás. Não tenho qualquer devoção a ele, mas nunca me esqueço de celebrá-lo. Todos os anos, aqui neste fundo de página, gosto de falar nele, mas nas sextas-feiras escrevo em outro canto, o texto é maior e terei outro assunto.
Os escândalos políticos que abalaram o governo, sem no entanto abalar o regime, apenas desacreditando-o, deixaram em escabeche a reforma política.
''Os professores, mesmo de nível universitário, não conhecem bem a língua e ensinam errado aos alunos''.
A maior contradição da humanidade se resume a uma constatação: otimistas e pessimistas têm razão. Pertenço à última categoria, tenho motivos para ser pessimista, mas, admito, vou além, admiro os otimistas, até certo ponto os invejo, embora acredite que são ou estão mal-informados.
Convidado, fui no último dia 24 à Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro assistir à missa in memorian do já legendário banqueiro, ou bancário, como ele preferia ser chamado, Amador Aguiar, meu saudoso amigo. A pompa romana, as vozes da missa cantada, o coral do próprio Bradesco e a letra da missa fizeram a beleza da cerimônia em homenagem ao grande criador do poderoso Grupo Bradesco.
Não acompanho as peripécias dos foros por aí realizados, um em Davos, na Suíça, outro em Caracas, mais ou menos perto aqui de casa. São eventos distintos geográfica e ideologicamente, mas terminam no mesmo resultado: palavras, palavras, palavras, com direito a fotos.