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Artigo

  • Perdão, leitores

    Vergonha mate-me, mas algum dia eu tinha que dizer o que vou dizer hoje: de vez em quando um leitor me observa gentilmente que eu repeti boa parte de uma crônica ou artigo já publicados. Geralmente nem confiro, porque sei que é a cruel verdade. Mas preciso defender-me um pouco, antes que me tenham em má conta e o jornal me dispense por vender serviço velho como novo. Na verdade, suspeito que já escrevi algumas vezes o mesmo texto, com alterações muito pequenas, para publicações diversas, em épocas diversas. Não dá para verificar, porque acredito que o total do que já escrevi para jornais e revistas encheria uma sala ampla até o teto, mas a suspeita é grande. Só que eu acho que mereço alguma indulgência, por parte dos mais rigorosos, que felizmente não parecem ser muitos.

  • Não sirvo, sirvo-me

    Acho que todo mundo já se intrigou, ou se intriga a cada dia, com a constatação de que a vida pública, segundo os que exercem o poder político, é duríssima e exige todo tipo de sacrifício e, não obstante, ninguém que está no poder quer deixá-lo. É um paradoxo curioso e não duvido que, entre parlamentares, por exemplo, exista quem tenha a cara de pau de afirmar que com isso se demonstra o espírito cívico do brasileiro, disposto a doar a própria vida à nação, pois, conforme está no Hino Nacional, quem adora a pátria não teme a própria morte, quanto mais algumas inconveniências perfeitamente suportáveis para um espírito forte, determinado e norteado por ideais.

  • Luz, câmera, esculhambação

    Meu avô de Itaparica, o inderrotável Coronel Ubaldo Osório, não era muito dado a novas tecnologias e à modernidade em geral. Jamais tocou em nada elétrico, inclusive interruptores e pilhas. Quando queria acender a luz, chamava alguém e mantinha uma distância prudente do procedimento. Tampouco conheceu televisão, recusava-se. A gente explicava a ele o que era, com pormenores tão fartos quanto o que julgávamos necessário para convencê-lo, mas não adiantava. Ele ouvia tudo por trás de um sorriso indecifrável, assentia com a cabeça e periodicamente repetia "creio, creio", mas, assim que alguém ligava o aparelho, desviava o rosto e se retirava. "Mais tarde eu vejo", despedia-se com um aceno de costas.

  • Transtornos e desordens

    De uns tempos para cá, é cada vez mais forte a tendência a não se ver o indivíduo como responsável pelos próprios atos. No terreno da ciência social esquerdoide, o sujeito é assaltante porque lhe faltaram oportunidades, não teve educação, vive numa sociedade consumista, foi vítima de bullying e mais quantos indicadores se concebam, em pesquisas cujos resultados são definidos pela própria formulação e, muitas vezes, não passam de manipulações pseudoestatísticas, destituídas de base sólida. Enxergam-se relações de causa e efeito inexistentes, que resistem até mesmo à óbvia verdade de que a ampla maioria dos que enfrentaram e enfrentam essas situações não é de delinquentes.

  • A corrupção na ilha

    Estes assuntos de corrupção não são objeto de unanimidade, em Itaparica. Na verdade, receio ter de admitir que a corrente ideológica liderada pelos irmãos Toninho e Jorginho Leso - assim chamados, não apenas porque filhos do finado Roque Leso, mas por serem, no geral, ainda mais lesos que o pai - vem crescendo em importância e hoje pode ser tida como uma força política de peso. No entendimento dos Lesos, como já tive oportunidade de explicar aqui, o dinheiro, por ser público, não tem dono e, portanto, todos os que podem devem botar a mão nele, está lá para isso mesmo. E quem não pode meter a mão trate de dar um jeito de poder, é assim que se sobe na vida.

  • Batismos de fogo

    No sábado da semana retrasada, no comecinho de uma bela tarde, estava eu sentado, em companhia de amigos, a uma mesa do renomado boteco Tio Sam, sito na celebrada Rua Dias Ferreira, aprazível bairro do Leblon, na formosa cidade do Rio de Janeiro. Como de hábito, em rodas de boteco que congregam representantes da pouco invejada terceira idade, o papo meandrava preguiçosamente, uns discutindo remédios para hipertensão, outros comentando as virtudes dos antioxidantes, outros descrevendo o mau comportamento de suas próstatas, outros mentindo sobre como nunca nem puseram os olhos num comprimido de Viagra, quanto mais tomar um, outros rememorando como era gostosa a Kim Novak, outros maldizendo verduras e demais comidas sadias, e assim por diante.

  • O sonho da blindagem própria

    Antigamente, desde os bons tempos do Banco Nacional da Habitação, no século passado, falava-se muito no sonho da casa própria, todo mundo tinha o sonho da casa própria. Hoje, quase não se escuta mais a expressão. Imagino que é porque, como verificamos todos os dias em comerciais de televisão e pronunciamentos oficiais, o governo já resolveu o problema da moradia. Os brasileiros (e brasileiras, vivo esquecendo a nova regra; atualmente, falou no macho, tem que falar na fêmea e, portanto, acostumemo-nos: alunos e alunas das escolas públicas, passageiros e passageiras do voo tal, cavalos e éguas do Jockey Club, cachorros e cadelas do Kennel Club, motoristos e motoristas, fisioterapeutos e fisioterapeutas, governantes e governantas, delinquentes e delinquentas, etc.), os brasileiros e brasileiras, dizia eu, agora são mostrados em filmetes radiosos, cheios de dentes, envergando trajes impecáveis e estampando nos rostos a felicidade. Como os demais compatriotas e compatriotos seus, já moram em espaçosas casas próprias, com área de lazer, esgoto tratado, água encanada, transporte acessível, assistência médica e tudo mais que os governos fazem pelo bem público, com os quatro ou cinco meses de nossos salários que na marra afanam. Abate-se o porcentual normal de ladroagem, de desperdício e de propaganda e o que sobra, embora por vezes não muito, é rigorosamente aplicado em investimentos e serviços públicos.

Boletim

  • Ano 2012

    Sessão Comemorativa dos 115 Anos de Fundação da ABL

    Publicado em 19/07/2012

    Comemora-se na sessão solene de hoje, dia 19 de julho, os 115 anos de fundação da Academia Brasileira de Letras. O orador oficial é o Acadêmico Alberto Venancio Filho. Durante a solenidade serão entregues os prêmios literários de 2012, para obras publicadas em 2011, assim conferidos: Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra, a Dalton Trevisan; Prêmio ABL de Poesia a Manoel de Barros, pelo livro Escritos em verbal de ave; Prêmio ABL de Ficção a Alberto Mussa, pelo livro O Senhor do lado esquerdo; Prêmio ABL de Ensaio e Crítica Literária a Ricardo Leão, pelo livro Os Atenienses: a invenção do cânone nacional; Prêmio ABL de Literatura Infanto-Juvenil a Marisa Lajolo, pelo livro O Poeta do exílio; Prêmio ABL de Tradução a Rubens Figueiredo, pela tradução de Guerra e paz de Tolstói; Prêmio ABL de História e Ciências Sociais a Caio César Boschi, pelo livro Exercícios de pesquisa  histórica. O Prêmio ABL de Cinema será entregue a Marcelo Rubens Paiva, pelo roteiro do filme Malu de Bicicleta. Na mesma sessão será entregue ao escritor Geneton Moraes Neto a Medalha João Ribeiro.

  • Ano 2012

    115 anos da Academia Brasileira de Letras

    Publicado em 12/07/2012

    Comemora-se na próxima quinta-feira, dia 19 de julho, em sessão pública, os 115 anos de fundação da ABL. Na ocasião, serão entregues os Prêmios Literários da ABL de 2012, para obras publicadas em 2011, assim conferidos: Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra, a Dalton Trevisan; Prêmio ABL de Poesia a Manoel de Barros, pelo livro Escritos em verbal de ave; Prêmio ABL de Ficção a Alberto Mussa, pelo livro O Senhor do lado esquerdo; Prêmio ABL de Ensaio e Crítica Literária a Ricardo Leão, pelo livro Os Atenienses: a invenção do cânone nacional; Prêmio ABL de Literatura Infanto-Juvenil a Marisa Lajolo, pelo livro O poeta do exílio; Prêmio ABL de Tradução a Rubens Figueiredo, pela tradução de Guerra e paz, de Tolstói; Prêmio ABL de História e Ciências Sociais a Caio César Boschi, pelo livro Exercícios de pesquisa  histórica; e o Prêmio ABL de Cinema a Marcelo Rubens Paiva, pelo roteiro do filme Malu de Bicicleta. A Medalha João Ribeiro será entregue ao escritor Geneton Moraes Neto.

  • Ano 2012

    115 Anos da Academia Brasileira de Letras

    Publicado em 05/07/2012

    Comemora-se quinta-feira, dia 19 de julho, em sessão pública, os 115 anos de fundação da ABL. Na ocasião, serão entregues os Prêmios Literários da ABL e, ao escritor Geneton de Moraes Neto, a Medalha João Ribeiro.

Notícia