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Presidente Ana Maria Machado exalta a figura de Evandro Lins e Silva

 

A Presidente da Academia Brasileira de Letras, Acadêmica Ana Maria Machado, exaltou a figura de Evandro Lins e Silva na inauguração, no dia 22 de novembro, quinta-feira, da exposição em homenagem ao centenário de nascimento do Acadêmico, jurista e escritor. O nome da mostra é “Evandro Lins e Silva – 100 anos”, e ficará aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas, no 1º andar do Centro Cultural do Brasil, sede da ABL, à Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo. Entrada franca.

Ana Maria Machado, ao lado dos filhos do homenageado, Carlos Eduardo e Cristiano, além do neto Tiago, disse em seu discurso: “nesta casa idealizada por Lucio de Mendonça, ministro do Supremo, e neste momento em que o Supremo Tribunal Federal ocupa no imaginário dos brasileiros um lugar de destaque, é oportuno lembrar a magnífica estatura de um grande integrante de nossa história conjunta”.

A Acadêmica foi grande amiga de Evandro Lins e Silva e foi quem veio a substituí-lo na Cadeira nº 1, eleita em 24 de abril de 2003. Ainda em seu discurso, afirmou:

“Jurista, escritor, ocupante de importantes cargos políticos, o Acadêmico Evandro Lins e Silva foi, antes de mais nada, um advogado criminalista. Um advogado exemplar, modelo de gerações. Esta exposição comemora seus cem anos de nascimento e evoca sua biografia. Recapitula as principais etapas de sua vida de muitas conquistas e relevantes serviços ao país. Evoca sua preocupação constante com a política brasileira, a democracia e nossas questões sociais. É impossível, porém, trazer para ela o prazer de sua companhia, suas tiradas de humor e inteligência, sua lógica rigorosa, a rapidez de seu raciocínio, seu acúmulo de leituras variadas, sua memória prodigiosa sempre capaz de resgatar um dado preciso.  A gravação de algumas entrevistas nos traz apenas uma pequena amostra dessas qualidades. Afável e equilibrado, treinado para se controlar, foi, no entanto, capaz de grandes paixões cívicas. Como assinalou Josué Montello, pode-se dizer que foi aos gritos que tirou um governante do poder, imbuído do papel de defensor do povo brasileiro e da república. Mas foi em surdina que, a vida toda, estudou e se preparou para garantir a defesa da liberdade individual e dos direitos da cidadania. Ao celebrar o centenário de Evandro Lins e Silva, a Academia Brasileira de Letras reitera sua confiança na Justiça e sua fé no Direito”, concluiu.

Dividida em quatro módulos, a mostra conta a vida do homenageado desde seu nascimento no Piauí, em 18 de janeiro de 1912, até sua morte no Rio de Janeira, no dia 17 de dezembro de 2002. Por intermédio de livros, fotos em que ele aparece ao lado de personalidades brasileiras e estrangeiras, vídeos e filmes, o público poderá conhecer muito da vida do famoso advogado. Entre esses vídeos, uma gravação inédita, feita por sua neta Flávia Lins e Silva, que a cedeu para a Academia. Nela está registrada toda a trajetória do homenageado como jurista, com depoimentos dele, assim como a maior parte da História da Justiça brasileira.

Saiba mais

Quinto ocupante da Cadeira número 1, o jurista e escritor Evandro Lins e Silva foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 16 de abril de 1998, na sucessão de Bernardo Élis. Foi recebido em 11 de agosto de 1998 pelo Acadêmico Josué Montello. Formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (a única existente na época), hoje Faculdade Nacional de Direito, em 19 de novembro de 1932, em turma que teve como paraninfo o Professor Afrânio Peixoto. Como estudante, e, depois, já advogado, trabalhou em diversos jornais como Diário de Notícias, A Batalha, A Nação e O Jornal, neste último assinando uma crônica diária, “Seção forense”, com o pseudônimo de "Lobão".

Exerceu o Magistério naquela Faculdade, lecionando as cadeiras de História do Direito Penal e de Ciência Penitenciária, no curso de Doutorado. Chefiou a Casa Civil da Presidência da República (1963); exerceu a função de Ministro das Relações Exteriores (1963); liderou Delegações do Brasil à coroação do Papa Paulo VI e à posse do Presidente Fernando Belaunde Terri, na República do Peru. Foi nomeado Procurador-Geral da República, exercendo o cargo de 14 de setembro de 1961 a 23 de janeiro de 1963, quando reorganizou os seus serviços e reestruturou o Ministério Público do Distrito Federal. Pelo decreto de 14 de agosto de 1963, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal pelo Presidente da República João Goulart, em vaga decorrente do falecimento do Ministro Ary Azevedo Franco. Aposentou-se em 16 de janeiro de 1969. Evandro Lins e Silva nasceu no Piauí, na cidade de Parnaíba, em 18 de janeiro de 1912, e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de dezembro de 2002.

23/11/2012

23/11/2012 - Atualizada em 22/11/2012