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Mesa-redonda especial homenageia o Acadêmico José Sarney pelos seus 80 anos

 

A Academia Brasileira de Letras realizou Mesa-redonda em homenagem aos “80 anos do Acadêmico José Sarney”, sob a coordenação geral do Acadêmico e Presidente da ABL Marcos Vinicios Vilaça.

A mesa contou com as presenças dos Acadêmicos Alberto da Costa e Silva, Arnaldo Niskier, Cícero Sandroni e Ivo Pitanguy, como expositores. Compromissos políticos não permitiram a presença de José Sarney

Durante a Mesa-redonda, Arnaldo Niskier falou sobre "José Sarney: Política Literatura". Ele encerrou sua exposição afirmando que "uma boa forma de analisar a trajetória política do Acadêmico José Sarney é assistir ao documentário 'José Sarney - um nome na história', dirigido por Fernando Barbosa Lima, com roteiro de José Augusto Ribeiro. A obra traz todos os momentos de sua vida política, alguns deles decisivos, como a formação da chapa, com Tancredo Neves, para concorrer à primeira eleição após o fim da ditadura, e a posse de um presidente, após a morte de Tancredo, além da Cosntituição de 1988".

Cícero Sandroni fez um retrato do político José Sarney quando jovem. Em sua exposição, lembrou que o jovem José Sarney assumiu a Prosidência da República aos 55 anos, "mais moço, naquele então, do que todos nós que hoje integramos a Academia Brasileira de Letras. Sendo hoje nosso decano, em suas próprias palavras todos os que o elegeram em 1980 não mais estão entre nós. Portanto, cabe aos sucesores render-lhe as homenagens que merece, pois, ao lembrar os seus primeiros 80 anos de vida, quer queiram ou não os críticos e adversários políticos de José Sarney, forçoso é reconhecer que seu nome deixou marca positiva, indissoluvelmente ligada à história política e literária dos últimos 60 anos".

Ivo Pitanguy exeltou o advogado, escritor, político e ilustre membro da ABL, José Sarney. Lembrou que ele exerceu a Presidência da República "em um momento fundamental de redemocratização de nossas instituições políticas, durante o qual se realizaram eleições diretas, foram legalizados os psrtidos, se extinguiu a censura. Durante sua presidência, se elegeu o Congresso Nacional Constituinte que redigiu nossa Constituição, um marco na história do país". Pitanguy afirmou, ainda, que "ao prestarmos esta homenagem ao grande estadista, literato e humanista José Sarney, a Academia Brasileira de Letras sente-se honrada e prestigiada pela convivência com tão ilustre e querido confrade".

Já Alberto da Costa e Silva, ao prestar homenagem a José Sarney, lembrou, entre outras afinidades, o lado poético e a poesia bem estruturada do homenageado, assim como seus romances, a amioria pouco entendida pela crítica, segundo disse. "Somente as contradições da política podem ser responsáveis pela pouca atenção que se deu aos seus livros. Hoje, esta homenagem, é uma espécie de nostalgia", afirmou.

No encerramento da mesa, o Presidente Marcis Vilaça completou a homenagem ao escritor, jornalista, senador e ex-Presidente da República:

Lamento que Kiola, Marly e Roseana, as mulheres mais importantes na vida do meu confrade José Sarney, não tenham podido comparecer ao Petit Trianon, nesta homenagem mais do que justa a um ilustre confrade. Filho, marido e pai, a quem os oradores desta tarde noite exaltaram a pessoa de José Sarney na vida literária do país. Mais de uma vez ouvi dele que ser parte da ABL era a maior glória de sua vida. A Presidência da República foi uma mistura de azar e sorte, segundo ele. A eleição para a Academia foi o reconhecimento dos homens que representam a cultura no Brasil. Quero destacar ainda a presença de três pessoas importantes na vida de Sarney: o Professor Pietro Novellino, Presidente da Academia Brasileira de Medicina, quem me disse que o homenageado é um hipocondríaco; Ziraldo, que associa sua atividade de cartunistas às caricaturas de José Sarney. Sei que ele tem todas catalogadas, independentemente se a favor ou contra; e o Programador de Desenvolvimento, Professor Irapoã Cavalcanti Lyra", encerrou o Presidente Marcos Vinicios Vilaça.

O evento aconteceu no dia 8 de dezembro, às 17h30min, no Salão Nobre do Petit Trianon. A entrada foi franca e teve transmissão ao vivo pelo Portal da ABL.

Saiba mais

O Acadêmico José Sarney nasceu em Pinheiro (MA), a 24 de abril de 1930. É Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Maranhão.

Sexto ocupante da Cadeira nº 38, eleito em 17 de julho de 1980, sucedeu José Américo de Almeida e foi recebido no dia 6 de novembro do mesmo ano pelo Acadêmico Josué Montello. Dentre os integrantes, José Sarney é o decano da ABL.

José Sarney, além de membro da ABL, faz parte também do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, da Academia Maranhense de Letras, da Academia Brasiliense de Letras, da Academia das Ciências de Lisboa e do InterAction Council (chefes de Estado e de Governo). Foi Presidente da República, no período de 1985 a 1990 e, atualmente, é Presidente do Senado Federal.

Em sua vida literária e cultural, já trabalhou como redator dos jornais O Imparcial (onde também foi diretor do Suplemento de Letras e Artes em 1950), Combate, Jornal do Dia, Jornal do Povo e O Estado do Maranhão. Foi colaborador dos jornais Diário de Pernambuco e Correio do Ceará, das revistas Clã (Ceará), Região (Pernambuco) e Ilha (Maranhão), do Jornal do Brasil, do O Globo, das revistas Senhor e o Cruzeiro e da Folha de S. Paulo.

Recebeu condecorações como a Medalha Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, e a Medalha José Bonifácio. É Grão-Mestre e tem Grão-Cruz (ou Grão-Colar) das seguintes ordens: Ordem Nacional do Mérito, Ordem do Rio Branco, Ordem do Mérito Judiciário, Ordem do Cruzeiro do Sul, Ordem da Legião de Honra (França) e Ordem de Sant´lago da Espanha (Portugal).

8/12/2010

 



29/11/2010 - Atualizada em 28/11/2010