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ABL lança o livro “Textos reunidos” do Acadêmico Afrânio Coutinho

 

A Academia Brasileira de Letras lançou, na quinta-feira, dia 21 de agosto, às 17h30min., no Petit Trianon, o livro Textos reunidos do Acadêmico Afrânio Coutinho, organizado por seu filho Eduardo F. Coutinho, com a colaboração de Mônica Amim, por intermédio da Coleção Afrânio Peixoto, da Comissão de Publicações da ABL.

O Acadêmico Eduardo Portella afirma na orelha do livro que “a compreensão literária deve muito a Afrânio Coutinho. Ele combateu o bom combate. Denunciou as falsificações persistentes na ingenuidade da crítica militante, apontou a insuficiência teórica das diversas avaliações, trouxe para o debate nacional as linhas de força da contenda internacional. Graças a sua militância criteriosa, foi possível, no currículo Letras, a inauguração de disciplinas instauradoras como Teoria Literária e Linguística. Ele fundou e dirigiu a Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Igualmente os primeiros cursos de pós-graduação da área, reconhecidos pelo Conselho Federal de Educação”.

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Professor, crítico literário e ensaísta, Afrânio Coutinho, quarto ocupante da Cadeira 33, fundada por Domício da Gama, que escolheu como patrono Raul Pompeia, foi eleito em 17 de abril de 1962, em substituição a Luís Edmundo. O atual ocupante da Cadeira é Evanildo Bechara, que substituiu Coutinho. Fernando Magalhães ocupou a Cadeira na sucessão de seu fundador.

Afrânio Coutinho nasceu em Salvador, Bahia, no dia 15 de março de 1911, e faleceu em 5 de agosto de 2000, no Rio de Janeiro. Tomou posse na Cadeira 33 em 20 de julho de 1962 e foi recebido pelo Acadêmico Levi Carneiro. Recebeu o Acadêmico Eduardo Portella. Diplomou-se em Medicina, no ano de 1931, mas não seguiu a carreira médica, optando pelo ensino de Literatura e História no curso secundário. Foi bibliotecário da Faculdade de Medicina e Professor da Faculdade de Filosofia da Bahia. Em 1942, viajou a convite para Nova York (EUA), onde passou a exercer o cargo de redator-secretário da revista Seleções Reader’s Digest.

Por sua atividade literária, recebeu a Medalha Anchieta, da Secretaria da Educação do Rio de Janeiro (1954); o Prêmio Paula Brito (1956); o Prêmio Nacional do Livro (ensaio), por sua obra A tradição afortunada; e o Prêmio Golfinho de Ouro (1980). Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, da Academia de Letras da Bahia, da Sociedade de Estética dos Estados Unidos, da União Brasileira de Editores e da Academia Brasileira de Educação. Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

De acordo com seu filho, em texto na quarta capa do livro, Afrânio Coutinho foi “um intelectual pleno, que se destacou em diversas áreas de atividades. Também prestou inestimável contribuição para a divulgação da literatura, em especial a brasileira, por intermédio das edições que organizou de obras de autores, dos livros coletivos que idealizou e dirigiu, e dos prefácios e introduções que escreveu a obras diversas, muitos desses consistindo em estudos críticos substanciais, que vieram a constituir peças indispensáveis para a fortuna crítica dos autores”.

 

22/8/2014

 

15/08/2014 - Atualizada em 14/08/2014