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tenesso

Classe gramatical: 
s.m.
Definição: 

Elemento químico sintético radioativo, de número atômico 117. (Símbolo: Ts.) [O tenesso foi reconhecido oficialmente pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) em dezembro de 2015, sendo seu nome e símbolo aprovados pela mesma instituição em novembro de 2016.]

[Na obtenção deste novo elemento, destacou-se o trabalho de Joseph H. Hamilton, acadêmico da Universidade Vanderbilt (EUA), apontado pelo cientista Yuri T. Oganessian como o verdadeiro descobridor do tenesso. Sua denominação presta homenagem ao estado americano do Tenessi, onde se localizam as universidades do Tenessi e de Vanderbilt.]

Exemplos de uso: 

“Se se reparar nos pares flúor/fluorine, cloro/chlorine, bromo/bromine, iodo/iodine, ástato/astatine, a solução para o 117 deverá ser tenesso. Soluções resultantes de simples aportuguesamentos, como tenessine, tenessina, tenessino, tenessínio ou tenéssio, não indicariam que se trata de mais um halogéneo.”1

“Os elementos 113, 115, 117 e 118 foram confirmados oficialmente pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) em dezembro de 2015. Os nomes propostos, nipônio (Nh), moscóvio (Mc), tenesso (Ts) e oganésson (Og), respectivamente, foram anunciados pela IUPAC em junho de 2016 (IUPAC).”2

“Foi essa cadeia de transformações que forneceu a pista que levou à validação da descoberta do novo elemento. Os elementos 114 (fleróvio, Fl), 115 (moscôvio, Mc), 116 (livermório, Lv), 117 (tenesso, Ts), e 118 (oganessônio, Og) também foram sintetizados de forma semelhante, em aceleradores de partículas em Dubna (Rússia), Califórnia, e Tennessee (Estados Unidos).”3

“A preparação do tenesso (Ts, Z = 117) foi anunciada no ano de 2010 em Dubna, como fruto de experimentos conjuntos de fusão nuclear entre 249Bk e 48Ca, conduzidos por russos e americanos. Os dados experimentais obtidos foram reproduzidos anos mais tarde. Vários institutos de pesquisa estiveram envolvidos na descoberta desse novo elemento, Joint Institute of Nuclear Research (Dubna, Rússia), Research Institute for Advanced Reactors (Dimitrovgrad, Rússia), Lawrence Livermore National Laboratory (EUA), Oak Ridge National Laboratory da Universidade Vanderbilt (EUA), GSI(Alemanha), Universidade do Tennessee, Universidade de Nevada (EUA), e Universidade de Lund (Suécia). Destacou-se o trabalho de Joseph H. Hamilton, acadêmico da Universidade Vanderbilt, apontado por Oganessian como o verdadeiro descobridor desse novo elemento. Recebeu em 2016 o nome oficial de tennessine, em inglês, dado em homenagem ao estado americano do Tennessee, onde se localizam as Universidades do Tennessee e Vanderbilt, seguido da desinência típica em inglês para os halogênios, ine.”4

Referências: 

CORREIA, Paulo. Nipónio, moscóvio, tenesso e oganésson. In: a folha, n. 51 – verão de 2016. Disponível em: http://ec.europa.eu/translation/portuguese/magazine/documents/folha51_pt.... Acesso em: 1 fev. 2022.

IUPAC – International Union of Pure and Applied Chemistry. IUPAC announces the names of the elements 113, 115, 117, and 118. IUPAC, 30 nov. 2016. Disponível em: https://iupac.org/iupac-announces-the-names-of-the-elements-113-115-117-.... Acesso em: 20 jan. 2022.

IUPAC – International Union of Pure and Applied Chemistry. IUPAC is naming the four new elements nihonium, moscovium, tennessine, and oganesson. IUPAC, 8 jun. 2016. Disponível em: https://iupac.org/iupac-is-naming-the-four-new-elements-nihonium-moscovi.... Acesso em: 20 jan. 2022.

TENESO. In: REAL ACADEMIA ESPAÑOLA. Diccionario de la lengua española. Disponível em: https://dle.rae.es/teneso?m=form. Acesso em: 28 jan. 2022.

TENNESSINE. In: MERRIAM-WEBSTER.COM DICTIONARY. Merriam-Webster. Disponível em: https://www.merriam-webster.com/dictionary/tennessine. Acesso em: 28 jan. 2022.

TENNESSINIO. In: ISTITUTO TRECCANI. Enciclopedia Treccani. Disponível em: https://www.treccani.it/enciclopedia/neologismi-scienze-naturali-e-matem.... Acesso em: 28 jan. 2022.

1 CORREIA, Paulo. Nipónio, moscóvio, tenesso e oganésson. Ina folha, n. 51 – verão de 2016. Disponível em: http://ec.europa.eu/translation/portuguese/magazine/documents/folha51_pt.... Acesso em: 1 fev. 2022.

2 KAPELINSKI, Tatiana Maria. Contextualização no ensino de química: estudando a tabela periódica e os elementos metálicos através de uma sequência didática com a temática alimentação. Dissertação (Mestrado) –Instituto de Química, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: dez. 2020. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/218971/001122773.pdf?sequen.... Acesso em: 1 fev. 2022.

3 TOMA, Henrique E. AITP 2019 – Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos. Assuntos Gerais. Quím. Nova, vol. 42, n. 4, p. 468-472, 28 mar. 2019. Disponível em: https://repositorio.usp.br/directbitstream/5eaa32c4-ca13-404f-821c-0061c.... Acesso em: 1 fev. 2022.

4 LIMA, Geraldo M. de; BARBOSA, Luiz C. A.; FILGUEIRAS, Carlos A. L. Origens e consequências da tabela periódica, a mais concisa enciclopédia criada pelo ser humano. Quím. Nova, vol. 42, n. 10, p. 1125-1145, 4 nov. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.21577/0100-4042.20170436. Acesso em: 1 fev. 2022.

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