
A Academia Brasileira de Letras abre seu calendário cultural de 2026 com a apresentação do monólogo de Gregório Duvivier “O céu da língua”, no dia 3 de março às 16h. A entrada é franca e serão distribuídas senhas uma hora antes do início. O evento é parte do projeto “Rio Capital Mundial do Livro”, do qual a ABL é parceira da prefeitura do Rio.
Dirigido por Luciana Paes, o espetáculo é uma comédia poética sobre a presença quase invisível da poesia no nosso cotidiano, e uma ode à língua portuguesa. A peça estreou em Lisboa, em 2024, no contexto das comemorações do aniversário de 500 anos de Luís Vaz de Camões. No palco totalmente limpo, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, enquanto a designer Theodora Duvivier manipula as projeções exibidas ao fundo da cena.
“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC-Rio e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, pra isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.
O Céu da Língua não é um recital. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia de Gregório não deixa de ser poética. “O stand-up comedy aqui é uma pegadinha pra falar de literatura”, como ela bem define. “A peça fica na esquina do poema com a piada”, explica Gregorio.
