A discussão sobre o modelo de indicação para a presidência do IBGE não é nova, mas ganhou força diante da escalada da crise no instituto. Nesta quinta-feira, a Assibge reuniu-se com a equipe da Secretaria-Geral da Presidência da República, em Brasília, para relatar a crise enfrentada pelo órgão sob a gestão de Márcio Pochmann. De acordo com representantes dos servidores, os relatos de atitudes autoritárias e antissindicais da atual gestão causaram surpresa e desagrado na secretaria. Nos bastidores a informação é que Pochmann já teria se desgastado com os ministérios do Planejamento e da Gestão.
Diante da gravidade do quadro, será agendada uma nova reunião entre a Assibge e a Secretaria-Geral da Presidência, desta vez com a presença do titular da pasta, Guilherme Boulos. A data ainda não foi informada.
Há uma busca por uma solução não conflituosa, que não desgaste ainda mais a imagem do instituto — até porque o sindicato também é composto por pessoas que integram a base do governo. Essa alternativa, no entanto, parece a cada dia mais complicada, diante da escalada da tensão entre servidores e a presidência que se intensificou nas últimas semanas, com a exoneração de figuras importantes do IBGE, a começar por Rebeca Palis, responsável pelas contas nacionais, às vésperas da divulgação do PIB de 2025.
Entre os servidores há quem acredite que o sindicato precisaria ser mais assertivo na defesa da instituição. A crise permanece em aberto, depois das exonerações de pessoas com reconhecida e boa reputação e respeitabilidade junto a quem consome as informações do IBGE.