[1] O Brasil dos Brics
[2]A recepção a Ahmadinejad em Brasília ou nosso apoio defunto a Zelaya são riscos da nova e larga mirada internacional que o governo Lula deixará como legado do Brasil potência. Não se precisa insistir sobre o contraste hoje com a América Latina, de cuja moldura saímos, de vez, no peso da população, do PNB e, sobretudo, de um modelo de desenvolvimento sustentado, com nítida desconcentração da riqueza. Nesse destaque das velhas fatalidades geográficas, o Brasil passa a nação dos BRICS, que se livraram da velha canga de um mundo dividido entre centros e periferias neste século XXI. Nosso dinamismo vai à comparação com a China e a Índia. Centramo-nos no mercado interno, na crescente mobilidade coletiva em que o consumo das classes menos favorecidas respondeu tão profundamente pelo escape aos vaticínios e apocalipses do que seria a crise de 2008.





