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Biografia

Luís Guimarães Filho, diplomata, poeta, cronista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30 de outubro de 1878, e faleceu em Petrópolis, RJ, em 19 de abril de 1940.

Filho de Luís Guimarães, o poeta lírico que também foi diplomata e ministro do Brasil em Lisboa, e fundador da cadeira n. 31, e de D. Cecília Canongia Guimarães. Havendo sua mãe falecido com apenas 28 anos de idade, menino Luís foi entregue, juntamente com suas duas irmãs e o irmão Horácio, aos cuidados da avó materna, que residia em Portugal, enquanto o pai continuava a vida diplomática. Estudou na Universidade de Coimbra, onde recebeu o grau de bacharel em Filosofia em 1895.

Seguindo o exemplo do pai, Luís Guimarães, ingressou na carreira diplomática. Em setembro de 1901 foi nomeado secretário do Congresso Pan-Americano do México. Em 1902 foi nomeado, por concurso, segundo secretário de legação em Buenos Aires. Também foi segundo secretário de legação em Montevidéu, Tóquio e Pequim; conselheiro de legação em Havana e Berna; encarregado de negócios em Tóquio, Pequim, Havana e Berna; ministro plenipotenciário em Caracas, São Petersburgo, Montevidéu e Haia; promovido a embaixador, ocupou o posto em Madri e na Cidade do Vaticano.

Colaborou na imprensa, sobretudo na Gazeta de Notícias e no Correio da Manhã. Desde o primeiro livro de poesias, Versos íntimos, publicado em 1894, revelou-se um lírico, de expressão parnasiana, e essa feição confirmou-se nas obras subsequentes, até chegar a Pedras preciosas (1906), sem dúvida alguma a sua obra capital como poeta, traduzida para o italiano em 1923, com o título Pietre preziose. Seu livro de crônicas Samurais e mandarins, publicado em 1912, logrou grande êxito literário.

Sua última obra foi o ensaio biográfico Fra Angelico, em que reconstituiu a vida do grande artista da Renascença e a sua época histórica. Marcado sempre por forte religiosidade, esta se manifesta em muitas poesias e, sobretudo, no estudo sobre Santa Teresinha, escrito para o Correio da Manhã e depois incluído no livro Holanda, impressões e viagens.

Era membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Real Academia Espanhola e de várias associações culturais brasileiras e portuguesas. Recebeu as mais altas condecorações nos países em que viveu.

Segundo ocupante da cadeira 24, foi eleito em 17 de maio de 1917, na sucessão de Garcia Redondo, e recebido pelo Acadêmico Paulo Barreto (João do Rio) em 19 de julho de 1917.