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Acadêmico e professor Domício Proença Filho, Presidente da ABL, faz a palestra de abertura do Festival de Poesia de Dois Córregos, São Paulo

“Poesia, a arte do encontro” foi o tema da palestra de abertura do Festival, proferida pelo Presidente da ABL, Acadêmico e professor Domício Proença Filho.

O evento foi promovido pelo Instituto Usina de Sonhos, reconhecido pela Unesco. A abertura aconteceu no Salão de Festas do Lar São Vicente de Paulo (primeiro dia).

Desde sua primeira edição, o Festival reuniu poetas e escritores de destaque na literatura brasileira, consagrados no país e no exterior, artistas, músicos, membros da Academia Brasileira de Letras, Academia Regionais de Letras, UBE, poetas da região, alunos de escolas públicas e privadas, e com a participação da comunidade, difundindo, segundo os organizadores, a poesia na cidade e nas demais localidades próximas.

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Domício Proença Filho, nascido no Rio de Janeiro, é renomado professor universitário de literatura brasileira e de língua portuguesa, ficcionista, crítico literário, roteirista e promotor cultural.  É Doutor em Letras e Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense. Foi Professor Titular Convidado (Gastprofessor) da Universidade de Colônia  e do Institut für Romanische Philologie der Rheinisch Westf. Technischen Hocheschule Aachen. Proferiu conferências em universidades de Munique, Tübingen, Paris, Clermont Ferrand, Roma, Bolonha, Pádua, Madrid, Salamanca, Belgrado, Novi Saád, Lisboa, Coimbra, Porto, Minnesota.

É membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Brasileira de Filologia e do P.E.N. Clube do Brasil.

É autor de mais de sessenta livros publicados e de dezenas de ensaios em periódicos brasileiros e estrangeiros, entre eles Estilos de época na literatura, 20ª edição, em 2012, A linguagem literária, 8ª edição, 2007, Capitu-memórias póstumas, romance, 3ª edição, 2005. São também de sua autoria os verbetes e monografias das áreas de Teoria Literária e de Literatura Brasileira da Enciclopédia Século XX, lançada em 1971, da qual foi diretor de texto, e de cinco capítulos da História da Literatura Brasileira, Lisboa, 1999, dirigida por Sílvio Castro. Idealizou, entre centenas de projetos culturais, a Bienal Nestlé de Literatura Brasileira.

Nos espaços do poema, publicou O cerco agreste, em 1979, uma proposta poética fundada em reflexões existenciais. De 1984, é Dionísio esfacelado (Quilombo dos Palmares), um recuperar poético da presença do negro na formação do Brasil, centrado na saga da luta pela liberdade. Liberdade é também a tônica que perpassa o Oratório dos Inconfidentes – faces do verbo, com duas edições em 1989, nuclearizado na Conjuração Mineira, episódio da história do Brasil, ilustrado com esboços de Portinari integrados a poemas, prosa poética, textos históricos. Os dois últimos e também o seu romance têm sido objeto de teses universitárias e vários de seus textos integram antologias publicadas no Brasil e no exterior. A prosa poética está presente no premiado Breves estórias de Vera Cruz das Almas, 1991. O risco do jogo, recém-lançado, retoma, ampliadas, as perquirições existenciais e o acurado trabalho na linguagem.

A crítica especializada destaca na sua poesia a dramatização lírico-épica da História, o empenho político e social, a alta capacidade de construção do texto, o acurado apuro da linguagem, a alta qualidade literária.

05/09/2017