Início > Artigos > Somente a saudade

Somente a saudade

Tive o privilégio de ler a versão semifinal de Somente a verdade. O livro é primoroso. Foi só melhorando, a cada revisão do seu autor. 

Se o conhecimento é a informação organizada, qualquer estranho haverá de conhecer a lisura do autor. Toma realidades confessionais, relata-as, comenta-as, sem quebrar o sigilo profissional. E tudo o que é narrativa fática surge sob o manto indispensável da ética profissional. Mas, sobretudo, da ética do homem. Este é o primeiro crédito do livro. Em seguida, a qualidade do texto, cuidadosamente trabalhado. José Paulo escreve com exigências clínicas ou melhor dizendo, com rigores de advogado numa "petição inicial". Não permite dúvidas. As palavras nem sobram, José Paulo não é uma aurora precoce, por 
isso não se lhe apresenta nenhum devorador noturno nem faltam. 

Faz muito tempo que tenho proclamado as virtudes de escritor desse jurista consagrado. Se eu tivesse dimensão faria dele maior do que é no mundo construído para intelectuais das letras. José Paulo é um craque. A amizade não me inibe o entusiasmo, já o disse e vou repetir: 
é um craque. 

Mas que se prepare, José Paulo. Um conjunto de mais reconhecimento virá aos seus olhos. Não descanse. Novos livros aparecerão, desses que já vem secretamente a elaborar. Publique-os. Inclusive com o bom gosto gráfico desse Somente a verdade. É uma beleza de edição, pela simplicidade com que foi organizado. Bela edição para textos caprichados. 
A vida cuida dos sentimentos não só das coisas. Ressalto a apresentação para valorizar ainda mais as mensagens sentimentais dos textos. 

Não se pode refrear as nossas admirações. José Paulo não é uma aurora precoce, por isso não se lhe apresenta nenhum devorador noturno. 

Viva ele! 

Jornal do Comércio (PE), 28/08/2016