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Leitura dramatizada de “A força da Arte – O Heptameron”, de Gilberto Schwartsmann, no Quinta é Cultura

A Academia Brasileira de Letras promoverá uma leitura dramatizada da peça “A força da Arte – O Heptameron”, texto do escritor e médico gaúcho Gilberto Schwartsmann, membro da Academia Nacional de Medicina, que tem ganhado destaque no circuito cultural por sua abordagem crítica e sensível sobre a pandemia de Covid-19 e seus impactos na sociedade.

O evento tem entrada gratuita e será realizado na próxima quinta-feira, dia 30 de abril, às 17h30. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/a-forca-da-arte-o-heptameron-706472/

A apresentação integra o Quinta é Cultura da ABL e contará com coordenação do Acadêmico Domício Proença Filho. A direção é assinada por Zé Adão Barbosa, que também integra o elenco ao lado de Arlete Cunha, Adriana Collares, Ana Kerwaldt, Zé Passos, Anderson Leal e Juliano Passini.

A peça

Baseada no livro “A força da Arte”, de Gilberto Schwartsmann, ambientada no período da pandemia, a peça retrata um grupo de personagens que, diante da ameaça da doença, tenta se refugiar em uma realidade paralela, marcada por alienação e distanciamento da gravidade dos acontecimentos. O texto expõe contradições sociais, desigualdades e o comportamento de uma elite incapaz de perceber a dimensão coletiva da crise.

Inspirado livremente na tradição do Heptameron, clássico da literatura renascentista, Schwartsmann adapta a estrutura narrativa para o século XXI, trazendo para o palco discussões contemporâneas sobre ciência, negacionismo, medo e responsabilidade social.

Schwartsmann construiu carreira sólida na área da saúde, o que confere à obra uma dimensão ainda mais profunda ao tratar de uma crise sanitária global. Sua incursão na dramaturgia tem sido destacada justamente pela capacidade de unir conhecimento técnico e reflexão humanista.

Sinopse:

Ao final da segunda década do século XXI, o mundo vivia as consequências da nova peste que assolava a humanidade – a Covid-19. Era algo assustador. As mortes aconteciam a toda hora. Em meio ao desespero que tomava conta de todos, alguns novos ricos – fúteis, alienados e incultos – ainda alimentavam a esperança de que a nova peste não os atingiria.

Um casal de “novos-ricos”, fútil e inculto se encontra com outro casal parecido, na saída do enterro de um ricaço que havia morrido pelo vírus. Estão todos muito assustados com o número de ricos que estão morrendo na pandemia e pela frustração de que os seus seguros caríssimos não os protegem de morrer pela doença.

Eles então decidem se abrigar na mansão de um dos casais na Serra, como fizeram os jovens florentinos durante a peste negra do século XIV, e convidam um terceiro casal de amigos, recém chegado do exterior.

No entanto, o dono da casa, sem avisar a esposa e dona da mansão, fica com pena de um velho amigo e professor de literatura, com grandes dificuldades financeiras e solitário, e o convida para ir também. A mulher fica indignada com a possibilidade da presença do intelectual pobretão na sua casa.

O professor está orientando a tese de doutorado de uma aluna sobre a obra “A morte de Ivan Illich”, de Tolstói. Essa aluna começa a ligar para ele na Serra para discutir o seu trabalho. Mesmo que inicialmente os “novos-ricos” passem a beber champanhe e comer caviar, as conversas do professor com a sua aluna pelo telefone começam a ter um efeito surpreendente na vida dos casais.

Serviço:

Data: Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Horário: 17h30 Local: Teatro R. Magalhães Jr. – Academia Brasileira de Letras

Endereço: Av. Presidente Wilson, 203 – Castelo, Rio de Janeiro

Entrada gratuita

Transmissão ao vivo a partir das 17h30

Censura Livre

24/04/2026