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Diáspora negra, trauma e ressignificação: Ana Maria Gonçalves encerra ciclo “Arte Negra”

Com um relato sobre os sobreviventes da diáspora negra, a escritora e Acadêmica Ana Maria Gonçalves encerra o ciclo de conferências “Arte Negra”. Na terça-feira, dia 28 de abril, às 16h, Ana falará sobre como Kehinde, narradora e personagem principal de seu romance “Um defeito de cor", soube criar uma herança coletiva que serviu de experiência às gerações futuras ao tomar para si a potência de ressignificação do passado.

“Nós, o povo sonhado e forjado pelos sobreviventes da diáspora negra, também somos as histórias que tivemos que nos contar como validação e cura do trauma coletivo”, afirmou Ana.

Com coordenação do Acadêmico Domício Proença Filho, o evento tem entrada franca. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/ler-e-narrar-o-mundo-atraves-dos-olhos-de-kehinde-706368/. É possível também acompanhar a transmissão pelo Youtube da ABL: https://www.youtube.com/watch?v=kjdsnD0F8fQ

“A ensaísta, romancista, poeta e documentarista Dionne Brand diz que nós, pessoas negras da diáspora, somos fruto da imaginação dos impérios e também da autoficção. Para viabilizar o maior genocídio já produzido pela humanidade, a escravidão africana, a Filosofia, a Biologia, a Teologia e outras áreas do conhecimento humano, geridas por homens brancos, foram capazes de ficcionalizar a existência de pessoas e territórios”, acrescentou a Acadêmica.

Na terça-feira seguinte, dia 5 de maio, às 16h, a ABL dá início ao ciclo “De dez em dez”, com o Acadêmico Antonio Carlos Secchin, que fará a conferência “O ano de 1956 - 70 anos de Morte e Vida Severina”.

15/04/2026