
Para marcar o aniversário de 120 anos do jurista, diplomata, professor, ensaísta e político brasileiro Afonso Arinos de Melo Franco, imortal da Academia Brasileira de Letras — o historiador Arno Wehling e o jornalista Rogério Faria Tavares organizaram a publicação “Nos 120 anos de Afonso Arinos de Melo Franco”, que resgata, em 17 ensaios, o legado intelectual do autor. O lançamento será dia 9 de abril, antecedido por um debate entre Arno Wehling, Rogerio Faria Tavares, o advogado Cesario Mello Franco e o ex-ministro da Cultura Angelo Oswaldo Santos, com início às 17h30.
Os textos de Airton L. Cerqueira Leite Seelaender, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, Arno Wehling, Aspásia Camargo, Bernardo Cabral, Cesario Mello Franco, Christian Lynch, Cláudio Aguiar, Domício Proença Filho, Edmar Lisboa Bacha, José Sarney, Joaquim Falcão, Luiz Feldman, Rogério Faria Tavares, Rubens Ricupero e Sydney Limeira Sanches contemplam os inúmeros interesses culturais e áreas de atuação de Afonso Arinos, que incluem a ciência política, o direito constitucional, a história das ideias, a história econômica e a política externa, sem esquecer da crítica literária e do memorialismo.
O livro promove uma renovação do diálogo com a produção de Arinos e uma humanização de sua figura através de depoimentos bastante pessoais — em prosa e em verso — e de um conjunto expressivo de fotos cedidas pela família, capturando cenas e gestos que ajudam a construir o percurso biográfico daquele que foi o idealizador, em 1951, da primeira lei antirracista do período republicano, batizada com seu nome, e um dos principais formuladores da chamada “política externa independente”, quando chanceler no governo Jânio Quadros.