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Artigos

  • Passado e futuro

    Folha de São Paulo (RJ), em 05/01/2016

    É mais fácil prever o futuro do que entender o passado. Evidentemente, em visão panorâmica. Em detalhes, o futuro será sempre enigmático, daí o lugar comum formado e firmado pelo veredicto dos séculos: o futuro a Deus pertence. 

  • Allan Richard Way

    Folha de São Paulo (RJ), em 03/01/2016

    Arthur Xexéo, meu parceiro num programa da CBN, faz uma espécie de retrospectiva sobre o passado, bolou a "Mala do Ano", em que destaca as principais gafes, besteiras e chatices de personagens que em 2015 encheram o saco do respeitável público, tornando-se eméritas malas sem alça que fomos obrigados a carregar.

  • O Rio que eu não rio

    Folha de São Paulo (RJ), em 29/12/2015

    As coisas não andam bem aqui no Rio de Janeiro, apesar da lama de Mariana não ter chegado ainda a outro rio, o Comprido, filete de água em cujas margens vivi e estudei durante dez santificados anos no seminário onde traduzi o "Pro Milone", o melhor discurso de Cícero, apesar de as Catilinárias serem mais famosas e de estarem em evidência por causa da Operação Lava Jato.

  • O Natal de cada um

    Folha de São Paulo (RJ), em 27/12/2015

    O Natal é talvez a mais simpática das convenções da civilização cristã ocidental, embora, com o tempo, tenha se transformado mais em ocidental do que em cristã. Mas isso não nos importa. Importa é que o Natal é um oásis de protocolar e epidérmica boa vontade entre os homens.

  • Lona

    Folha de São Paulo (RJ), em 22/12/2015

    Em crônica antiga, tentando definir Copacabana, considerei o morador mais importante do bairro o poeta Carlos Drummond de Andrade e o menos importante um anônimo que, depois de beber bastante, ia para o meio da rua e ficava berrando: "Olha a crise!", Olha a crise!". O poeta me corrigiu: "O mais importante não sou eu, é o outro cara".

  • O golpe, onde está o golpe?

    Folha de São Paulo, em 20/12/2015

    O principal argumento que dona Dilma e a assanhada militância do PT, a começar pelo seu assanhadíssimo fundador, é que a Operação Lava Jato é um golpe, uma violência contra a Constituição, os bons costumes da nossa vida pública, um terceiro turno da última eleição presidencial.

  • Solução final

    Folha de São Paulo (RJ), em 15/12/2015

    Nunca foi tão fácil para o Brasil resolver todos os seus problemas. Passei o último domingo lendo nossos jornais e revistas e vi que a solução nunca esteve tão na cara como agora. Desde as Guerras Púnicas, quando Catão descobriu o inimigo de Roma e bradou, sem jornais e revistas, o diagnóstico correto ("Delenda Cartago"), que a história não criou condições para se descobrir o inimigo óbvio de um país e de um povo.

  • O grande mudo

    Folha de São Paulo (RJ), em 13/12/2015

    O sentimento é geral: estamos vivendo um dos momentos mais vergonhosos de nossa vida republicana. A presidente Dilma e o PT em massa estão falando em golpe. Já tivemos vários e dramáticos golpes na nossa história, basta lembrar a Proclamação da República, a Revolução de 30, a queda da ditadura Vargas e, o mais trágico de todos, o golpe militar de 1964.

  • Ode aos puros

    Folha de São Paulo (RJ), em 08/12/2015

    Estou sabendo que uma turma de cobras, em Paris, está chegando a um plano ou coisa que o valha sobre o clima na Terra, o meio ambiente e outros temas de nosso tempo.

  • O impeachment do Brasil

    Folha de São Paulo (RJ), em 06/12/2015

    Quando o Brasil perdeu para o Uruguai, em 1950, fiquei triste. Na última Copa do Mundo, quando o Brasil perdeu para a Alemanha por 7 a 1, eu não fiquei triste, fiquei envergonhado. Menos envergonhado do que agora com as trapalhadas de nossa vida pública.

  • Ruy e os mitos

    Folha de São Paulo (RJ), em 01/12/2015

    Renan, não o Calheiros, mas o Ernesto, observou que, dos quatro biógrafos oficiais de Jesus (Mateus, Lucas, Marcos e João), somente o último se preocupou com a história e as histórias do personagem que escolheram. 

  • Banco dos réus

    Folha de São Paulo, em 29/11/2015

    A crise política que atravessamos de modo cada vez mais dramático está jogando para o banco dos reservas a crise econômica, desde que se considere a crise moral como geradora das duas crises anteriores, sem esquecer uma terceira crise, a oral, que mais cedo ou mais tarde criará uma quarta crise, a mais devastadora, a institucional.

  • Nunca mais

    Folha de São Paulo, em 24/11/2015
    No último sábado, assisti ao jogo do Barcelona contra o Real Madrid. Apesar dos 4 a 0 do Barça, foi uma partida memorável, talvez a mais clássica do futebol mundial de hoje. Algumas observações de um amador: o melhor do Barcelona não é Messi nem Neymar. É o uruguaio Suárez. Seguido de perto pelo goleiro Bravo.
  • O Brasil Eterno

    Folha de São Paulo (RJ), em 22/11/2015

    Antigamente, havia um tipo de jornalismo baseado em enquetes. Era a peça de sustentação da reportagem. A mania vinha de longe: Marcel Proust, enquanto escrevia sua obra e ninguém sabia que ele era gênio mesmo, fazia jornalismo circunstancial e bolou uma famosa enquete, famosa, sobretudo, porque se limitava a uma série de perguntas idiotas que provocavam respostas imbecis —não fazendo justiça nem ao autor das perguntas nem ao autor das respostas.

  • Ensaio geral

    Folha de São Paulo (RJ), em 17/11/2015

    Antes de cada partida, ainda nos vestiários, os jogadores fazem o aquecimento individual ou coletivo, preparam músculos, tendões e reflexos para a luta. Um jogo como Fla x Flu ou Corinthians x Santos é comumente comparado com uma guerra. Isso sem falar no boxe, onde o aquecimento é mais radical.