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Artigos

  • O Concílio e o Kama Sutra

    Folha de S. Paulo (RJ), em 16/11/2014

    Não sou bom em números. Sei apenas que dois é maior do que um, e com esta sabedoria enfrento Euclides, Pitágoras, Descartes e as prestações de contas da Petrobras. Vamos lá. O Concílio de Trento, que deu régua e compasso para a Igreja Católica num momento confuso dos dogmas e da moral, arrolou 71 formas de pecar contra a castidade.

  • Einstein e eu

    Folha de S. Paulo (RJ), em 11/11/2014

    Como a bela Inês, cantada por Camões, estava eu posto em sossego quando me convidaram para integrar uma comitiva de escritores que participaria da Feira do Livro de Frankfurt, em outubro do ano passado.

  • Um pouco de história

    Folha de S. Paulo (RJ), em 09/11/2014

    Estranhamente, as ditaduras costumam ser impostas no primeiro momento, no calor do próprio golpe que lhes dá origem. Contudo, no caso brasileiro, a ditadura foi lenta e gradual: em 1964, diversos segmentos do Estado de Direito ainda continuaram, como a liberdade de imprensa, o instituto universal do habeas corpus. Em 1965, a faixa liberal diminuiu sensivelmente com a edição do AI-2, mas ainda assim continuavam flutuando alguns pedaços esparsos de legalidade no maremoto do arbítrio. Com o AI-5, em 1968, não sobrou nada do Estado de Direito.

  • Zuenir e Thiago

    Folha de S. Paulo (RJ), em 02/11/2014

    Entre as desditas da Academia Brasileira de Letras, José Cândido de Carvalho, autor de grandes sucessos ( "O Coronel e o Lobisomem"), dizia que o pior dia para os acadêmicos era aquele em que um deles morria. Ilha de cordialidade, que se transformava em amizade de infância, a ausência de um é como perda de família.

  • Cristo ou Barrabás

    Folha de S. Paulo (RJ), em 26/10/2014

    Dia de eleição é fogo. O lugar comum estabeleceu que o voto é a expressão máxima da democracia, daí que é considerado um dever cívico. A consulta ao povo é mais ou menos como as antigas giletes: têm dois lados.

  • A razão de cada um

    Folha de S. Paulo (RJ), em 21/10/2014

    Não citarei Dilma Rousseff nem Aécio Neves eles que se entendam no próximo domingo (26), quando disputarão a Presidência da República. Vou mesmo de Charles Dickens e Jonathan Swift. O primeiro fundou um clube com o nome de um de seus personagens, o Clube Pickwick, que tinha centenas de sócios.

  • Bloco do Eu Sozinho

    Folha de S. Paulo (RJ), em 19/10/2014

    Não há dúvida: nesta reta final da campanha para a Presidência da República, sobretudo depois dos debates na TV e da cobertura "ad nauseam" das mídias impressas e eletrônicas, a eleição do próximo domingo finalmente ganhou, não digo o entusiasmo, mas, sim, a atenção dos eleitores.

  • Heloisa Seixas

    Folha de S. Paulo (RJ), em 14/10/2014

    Quando lançou seu primeiro livro, "Pente de Vênus "" Histórias do Amor Assombrado", em 1995, Heloisa Seixas foi saudada com entusiasmo pela crítica. Sérgio Augusto observou que, ao contrário de outras escritoras, ela não procura "ser imitação de Katherine Mansfield e Clarice Lispector, nem tinha medo de Virgínia Woolf". Eu próprio declarei que seu livro era uma das maiores revelações literárias dos últimos anos. Seus contos, realmente assombrados, a colocam "no átrio sombrio da obra de arte".

  • O leite e o mel

    Folha de S. Paulo (RJ), em 12/10/2014

    Os dois maiores escândalos de todos os tempos justificariam o mantra que Lula gostava de repetir: "Nunca antes na história deste país...". Em geral, ele procurava acentuar uma conquista do seu governo ou do seu partido. Evidente que, ao longo dos seus oito anos de governo, algumas das medidas tomadas por ele e pelo PT se tornaram surpreendentes.

  • Quem?

    Folha de S. Paulo (RJ), em 07/10/2014

    Pode ser que no resto da semana apareçam alguns casos lamentáveis. Mas a primeira impressão, apesar de a democracia no Brasil ser uma planta tenra, é que tivemos uma eleição tranquila e aparentemente civilizada. Com poucas surpresas, a estrutura do Tribunal Superior Eleitoral passou mais uma vez na prova.

  • Nada mudará

    Folha de S. Paulo (RJ), em 05/10/2014

    Talvez seja o espírito de porco que me acompanha desde a infância, ampliado pela vida que vivi e pela vida que vi os outros viverem. Limitando-me a desprezar detalhes, vou direto ao assunto do dia: as eleições de hoje e os debates tidos e havidos na campanha eleitoral, cuja "finest hour" foi a reunião de todos os candidatos presidenciais na TV Globo na última quinta-feira (2).

  • Roteiro da loucura

    Folha de S. Paulo (RJ), em 30/09/2014

    Fica lendo até tarde na poltrona da sala. Vem o sono. Passa as filhas, que dormem ao lado da mãe, para as próprias camas. Veste o pijama e vai se deitar.

  • Reinventar a democracia

    Folha de S. Paulo (RJ), em 28/09/2014

    Durante os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, dia sim, dia não, eu o criticava, às vezes com aspereza, neste mesmo canto da página A2. Muitos leitores me consideravam um petista radical, esquecidos que com a mesma pontualidade, dia sim, dia não, eu criticava o PT e, de certa forma, outros partidos com a mesma violência.

  • A primeira crise

    Folha de S. Paulo (RJ), em 23/09/2014

    Na noite de 24 de agosto de 1961, após assistir ao programa de TV em que Carlos Lacerda denunciava a trama de Jânio Quadros para fechar o Congresso e se investir das funções de ditador, JK telefonou para seu primo, o deputado Carlos Murilo Felício dos Santos. Carlos Murilo não assistira ao programa.