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Corpo do Acadêmico, jornalista e musicólogo Luiz Paulo Horta é sepultado no Mausoléu da ABL

O corpo do Acadêmico, jornalista e musicólogo Luiz Paulo Horta, sétimo ocupante da Cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, foi sepultado na manhã do dia 4 de agosto, no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Luiz Paulo faleceu na madrugada do dia 3 de agosto, aos 69 anos de idade, em sua casa, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, vítima de um infarto fulminante. Compareceram ao velório, iniciado no sábado, continuado no domingo, Acadêmicos, autoridades políticas e eclesiásticas, jornalistas, personalidades das artes, do teatro e da música, parentes e muitos amigos.

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, celebrou missa de Corpo Presente. Logo após, a Presidente da ABL, Acadêmica Ana Maria Machado, fez a saudação de despedida. Sobre a personalidade do Acadêmico Luiz Paulo Horta, disse: "Nas variadas facetas de suas múltiplas atividades intelectuais, Luiz Paulo Horta sempre manteve integridade moral e profundo respeito a um conjunto de valores cada vez mais raros. Fosse no dia a dia de editorialista, de crítico musical, de acadêmico, fosse na imersão em questões filosóficas ou reflexões religiosas, nosso querido Luiz Paulo jamais deixou de dar um testemunho exemplar dessa inteireza a serviço do conhecimento do assunto e de uma erudição em permanente processo de atualização. Agora, somente nos resta uma única palavra nesta despedida; Adeus, adeus a Luiz Paulo”. O Acadêmico Tarcísio Padilha participou da missa fazendo a leitura da Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

O Acadêmico

Sétimo ocupante da cadeira 23, eleito em 21 de agosto de 2008, na sucessão de Zélia Gattai, e recebido em 28 de novembro do mesmo ano pelo acadêmico Tarcísio Padilha, Luiz Paulo Horta nasceu no Rio de Janeiro em 14 de agosto de 1943 – faria 70 anos semana que vem.

Em 1962, iniciou o curso de Direito na PUC-RJ, logo abandonado pela militância no jornalismo. Entrou para o Correio da Manhã em 1963 e para o Jornal do Brasil, em 1964, onde ficou até 1990. Transferiu-se então para O Globo, onde continuou a trabalhar como editorialista e crítico de música. Em 1986, fundou e dirigiu a seção de música do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 2000 e 2001, dirigiu um grupo de estudos bíblicos no Centro Loyola da PUC-RJ.

Pertence à Academia Brasileira de Música e à Academia Brasileira de Arte. É membro do Conselho de Desenvolvimento da PUC-RJ e da Comissão Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Em 2000, recebeu o Prêmio Padre Ávila de Ética no Jornalismo, concedido pela PUC-RJ. Em 2010, recebeu a medalha do Inconfidente, do Governo de Minas Gerais.

Na Academia, era o responsável pela produção e apresentação da série “Música de Câmara na ABL”. Sua última participação aconteceu exatamente na quinta-feira passada, dia 1 de agosto, com o concerto “Música & Poesia”, com Carol Murta Ribeiro (piano) e Helder Parente (declamação).

4/8/2013

 

03/08/2013 - Atualizada em 02/08/2013