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ABL realiza mesa-redonda em homenagem póstuma ao jornalista Otávio Frias Filho (1957-2018)

A Academia Brasileira de Letras homenageia, com mesa-redonda no Petit Trianon, o jornalista e Diretor do Grupo Folha, Otávio Frias Filho, falecido no dia 21 de agosto de 2018, na cidade de São Paulo. Sob coordenação do Presidente da ABL, Marco Lucchesi, o evento contou com as participações dos Acadêmicos Marcos Vinicios Vilaça e Cícero Sandroni, além do Acadêmico eleito Joaquim Falcão e do jornalista Sérgio Dávila. O evento aconteceu no dia 13 de novembro, terça-feira, no Petit Trianon (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.
 

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Jornalista, Otávio Frias de Oliveira Filho (1957-2018), foi diretor de redação do jornal e diretor editorial do Grupo Folha, fundado por seu pai, Octávio Frias de Oliveira. Formou-se em Direito e completou cursos de pós-graduação em Ciências Sociais, na Universidade de São Paulo. Começou a atuar no jornal em 1975, escrevendo editoriais e assessorando o jornalista Cláudio Abramo, que dirigia a Redação. Nessa época, participou da reforma editorial do jornal, por intermédio da qual as páginas da Folha foram abertas a políticos e intelectuais de todas as tendências, aproveitando o início de abertura política. A linha pluralista trouxe prestígio à Folha e a aproximou da sociedade civil.

Como diretor de Redação desde 24 de maio de 1984, em substituição a Boris Casoy, sistematizou e desenvolveu as experiências do jornal no período da abertura política e da campanha “Diretas-Já”. Documentos divulgados periodicamente traduziram as linhas editoriais do jornal, no que ficou conhecido como “Projeto Folha”.

O projeto define-se pela prática de um jornalismo crítico, apartidário e pluralista. Esses princípios nortearam, também, o “Manual da Redação”, lançado em 1984 e atualizado desde então. Mais que um manual de estilo, constitui-se em um conjunto de normas e compromissos assumidos pelo jornal. Foi o primeiro livro do gênero colocado à disposição do público. O pressuposto é que o jornalismo deve ser descritivo e preciso, mas que todo tema sujeito a controvérsia admite mais de um ângulo e exige tratamento pluralista.

Autor de ensaios sobre cultura e peças teatrais, cinco delas encenadas em São Paulo: “Típico Romântico” (1992), “Rancor” (1993), “Don Juan” (1995), “Sonho de Núpcias” (2002) e "O Terceiro Sinal" (2018), Otávio Frias Filho publicou, também,Tutankaton (Editora Iluminuras, 1991), Cinco Peças e uma Farsa (CosacNaify, 2013) e Queda Livre (Companhia das Letras, 2003). Nesse livro, reuniu o que chamou de “investigações participativas”: sete reportagens ensaísticas sobre experiências de risco psicológico. Ao morrer, em agosto de 2018, deixou pronto um livro infantil, A vida é sonho e outras histórias para pensar, e uma coletânea de artigos publicados nos últimos anos.

06/11/2018

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