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Artigos

  • Memória nacional : bens imateriais

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 21/09/2005

    Converso com minha amiga Nélida Piñon e confesso que tenho vontade de escrever um artigo sobre o nosso patrimônio imaterial. Dando como exemplo, lembro a importância do samba para a cultura brasileira. Ela argumenta que viu no Marrocos uma praça inesquecível, toda ela povoada por bens imateriais, como faquires, lambedores de fogo, palhaços, dentistas - uma soma incrível de pessoas fora do comum que dão o tom da imaterialidade àquele local abençoado pela Unesco. O poeta Alberto da Costa e Silva confirma que conhece o local.

  • A marca do fim

    Tribuna da Imprensa (Rio de Janeiro), em 26/07/2005

    Há menos de um mês, em encontro organizado por Cândido Mendes de Almeida em Paris, coube-me falar na Sorbonne, sobre "O romance no Brasil". Depois de uma introdução rápida sobre as raízes da arte de narrar, estudei a obra de dois narradores seminais da nossa literatura - José de Alencar e Manuel Antônio de Almeida - fixando-me, em seguida, em Machado, Raul Pompéia e Aloísio de Azevedo, para chegar a Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Graciliano, Adonias, Lúcio Cardoso, Otávio de Faria, Clarice Lispector, Cornélio Pena, João Guimarães Rosa, Érico Veríssimo, José Sarney, Ciro dos Anjos, Antônio Calado, Ariano Suassuna, Nélida Pinõn, Inácio de Loyola Brandão, Campos de Carvalho.

  • O rosto de Clarice

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 13/07/2005

    Cada dia para Clarice era um fardo cheio de esperança. Bastava tomar café, comer, saber de alguma boa intriga ou peripécia, para lhe nascer uma réstia de ilusão. Logo, porém, os olhos verdes, aflitos e intensos, pareciam transmitir a mensagem: tudo que vejo nesta sala me é familiar e monótono. Será que a vida não pode se renovar ao menos para surpreender-me?

  • Fantasia masculina

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 01/12/2004

    Sentados no bar do aeroporto, eles modelavam uma forma no ar. O gesto rústico e imperfeito parecia corresponder às sinuosas linhas do corpo feminino.

  • A magia de um romance

    Tribuna da Imprensa (Rio de Janeiro - RJ), em 04/05/2004

    Com a força de uma tempestade, abre Nélida Piñon um horizonte novo em sua obra e na própria ficção brasileira de nosso tempo. Com "Vozes do deserto" - romance inteiriço, como talhado em pedra - promove a romancista um ritmo de narrativa diferente em que, por exemplo, não há um só diálogo. Contudo, todos os incidentes da história parecem consistir num só diálogo.

  • Conhece-te a ti mesmo

    Há frases que percorrem o mundo revestidas de autoridade. Basta pronunciá-las para que todos se deixem convencer de seus acertos. Consagradas pelos séculos, elas fazem parte daquele repertório cultural de procedência nobre, citado com freqüência, e que ninguém ousa contestar. São sentenças que, por seu caráter imutável, reforçam equívocos históricos, preconceitos e crenças conservadoras.

  • A Embaixadora

    O título de Embaixadora das Américas que foi atribuído a Nélida Piñon cabe-lhe à perfeição. Ninguém melhor para a tessitura da convivência. Sabe enfeitiçar, interlocutar, sabe escrever, sabe falar, ou repovoar presenças.