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Maria do Carmo

A cena humana se empobrece com a perda de Maria do Carmo Vilaça. Confesso minha profunda tristeza por não poder contar mais com sua generosidade, seu encanto, a elegância que nos ofertava nos gestos mais simples.

Uma admirável mulher, que sempre dignificou o seu lar e o lar da Academia Brasileira de Letras, que era sua casa.

Vê-la, onde fosse, como em Lisboa, no mês de outubro, constituía uma alegria, em especial quando me chamava de comadre, que fui por tantos anos, graças à capacidade que tinha de me atribuir virtudes, de se dizer minha amiga.

Estou inconformada com esta perda e reparto com meus parceiros e amigos a dor que sinto.

Maria do Carmo Vilaça foi perfeita em suas funções humanas: esposa, mãe, amiga da família e dos amigos e igualmente fiel servidora da Academia Brasileira de Letras, a que amava com fervor e defendia com honra.

Meus sentimentos ao amigo Marcos Vilaça, cuja vida foi intensamente enriquecida por uma companheira da elevada estirpe de Maria do Carmo Vilaça.

"Grata, querida amiga, por nos ter amado, por nos ter ensinado a amá-la.

Grata por fazer parte de nossa mais preciosa memória.

Estou muito comovida.

Descanse em paz, Baronesa do Limoneiro, Maria do Carmo Vilaça."

 

Jornal do Commercio (PE), 03/01/2016